Em entrevista ao Oeste sem Filtro desta quinta-feira, 19, o gestor e guia de turismo Marcos Susskind, brasiliano residente em Israel, relatou uma vez que a população tem se protegido dos ataques recentes do Irã, abordou o posicionamento político da sociedade israelense e criticou a atuação de organismos internacionais e da prelo diante do conflito.
Susskind explicou que “o nível de proteção que nós temos cá em Israel […] é bastante grande”. Segundo ele, todos os edifícios com menos de 15 anos devem possuir um quarto à prova de bombas, gás e foguetes, e construções mais antigas contam com abrigos subterrâneos ou públicos. Supermercados, bancos e farmácias também possuem áreas protegidas.
Ele ainda destacou a evolução do sistema de alerta a mísseis. “Hoje, o sistema identifica quando o Irã solta um foguete contra Israel” e há dois avisos distintos: O primeiro, ao detectar o lançamento, e o segundo, com som mais possante, indica que há 1 minuto e meio para perceber os abrigos.
Perguntado sobre o ânimo da população israelense diante da ofensiva militar, Susskind afirmou que há um pedestal generalizado, independentemente de posicionamento político. “Não tem nenhum pedaço da população israelense que não esteja apoiando”, diz ele, porque “o contrário poderia valer a extinção do Estado de Israel e a morte de toda essa população”.
Ao tratar da postura do governo brasiliano, Susskind separou as percepções entre brasileiros residentes em Israel e israelenses. “Há uma incompreensão uma vez que é que Lula pode chegar ao nível de baixeza e torpeza moral […] com algumas das declarações absolutamente estapafúrdias, mentirosas e ofensivas tanto ao Estado de Israel uma vez que aos judeus do mundo”.
Em seguida, acrescentou: “O Lula ultrapassou todos os limites do bom tino e isso todo mundo cá sente”. Ele ressaltou, no entanto, que “a população israelense nem sempre entende que há uma diferença entre o pensamento da população e o pensamento dessa escol política que domina o Brasil atualmente”.
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Susskind descreveu a atuação do Irã uma vez que a de “um polvo”, com ramificações terroristas em diversas regiões. “No setentrião, financiaram o Hezbollah”; “na Síria, apoiaram Bashar al-Assad”; “na Fita de Gaza, armaram o Hamas e a Jihad Islâmica”; “no Iêmen, sustentam os Houthis”; e “no Iraque, criaram o caos”.
Sobre o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, declarou: “ou muda a política de terror que o Irã patrocina […] ou, infelizmente, não haverá outra solução a não ser fazer com que a população iraniana derrube esse governo tirano”.
Susskind foi direto ao calcular o papel da Organização das Nações Unidas. “A ONU em Israel é vista uma vez que um porta-voz de tudo o que é contra Israel” e criticou a frequência das condenações contra o país em detrimento de regimes autoritários. Também condenou o silêncio da organização diante dos ataques iranianos a civis e hospitais.
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Quanto à prelo, mencionou distorções motivadas por viés ideológico ou incentivos financeiros: “Tem uma identificação ideológica mais possante do que a premência de expor a verdade”, criticou.
Citou uma vez que exemplo um caso em que a prelo brasileira atribuiu a Israel um ataque que teria sido realizado pelo Hamas, com imagens antigas e localizadas a mais de 100 km do evento. “Depois eles pediram desculpas, reconheceram o erro”, ressaltou. “A questão é quanta gente leu a desculpa e quanta gente leu a manchete.”
Ao termo da entrevista, Susskind evocou a relação histórica entre judeus e persas. “Desde Ciro, o rei da Pérsia, que libertou os judeus do tirania babilônico, judeus e persas tiveram uma supimpa relação”, recordou. Ele finalizou com a esperança por uma reaproximação entre os povos com o termo do atual regime iraniano.
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