Durante uma audiência no Supremo Tribunal Federalista (STF) em 19 de maio de 2025, o ministro Alexandre de Moraes repreendeu o jurista Eumar Novacki, padroeiro do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, por martelar repetidamente na mesma pergunta ao ex-comandante do Tropa, general Marco Antônio Freire Gomes. Moraes interrompeu o jurista, afirmando: “O senhor já perguntou quatro vezes a mesma coisa. A testemunha já respondeu. Não estamos cá para fazer circo. Não vou permitir que você faça circo no meu tribunal” .
A audiência faz secção do processo que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado posteriormente as eleições de 2022. Durante o testemunho, Freire Gomes negou ter ameaçado prender o portanto presidente Jair Bolsonaro, conforme alegado por outro militar. O general afirmou que alertou Bolsonaro sobre as consequências jurídicas de ações que extrapolassem os limites legais .
Moraes também questionou Freire Gomes sobre possíveis contradições entre seus depoimentos à Polícia Federalista e ao STF, perguntando se o general havia “falseado a verdade” em qualquer dos momentos. Freire Gomes respondeu que, em seus 50 anos de serviço no Tropa, nunca mentiria .
As audiências com as testemunhas de delação e resguardo estão programadas para ocorrer até 2 de junho de 2025, sendo conduzidas por videoconferência. Além de Moraes, os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanham os depoimentos .
A atitude de Moraes durante a audiência gerou debates sobre a meio dos trabalhos no STF e a postura do ministro frente aos advogados de resguardo. Enquanto alguns defendem a firmeza do magistrado para manter a ordem no tribunal, outros criticam o tom adotado durante as sessões.
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