Mesmo pronunciado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e réu no Supremo Tribunal Federalista (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) dobrou a aposta em entrevista à Folha de S.Paulo afirmando que pretende registrar sua candidatura à Presidência da República em 2026.
“Eu vou até o último momento buscar pela minha possibilidade de disputar a eleição”, declarou.
Bolsonaro contestou as decisões que levaram à sua inelegibilidade, classificando-as uma vez que politicamente motivadas.
Em sua visão, não há impedimentos legais reais para que concorra novamente. Ele criticou mormente a decisão do TSE por injúria de poder político, relacionada à reunião com embaixadores estrangeiros, e também a criminação de injúria de poder econômico por sua participação nas comemorações do 7 de Setembro. “Qual a estrutura do 7 de Setembro que eu usei para isso aí? Nenhuma estrutura. Nenhuma”, afirmou. O ex-presidente também rejeitou comparações com Luiz Inácio Lula da Silva, que foi candidato em 2018 mesmo depois condenações por depravação.
“Me compara com o Lula não, por obséquio. Ele passou réprobo por três instâncias por depravação. Eu fui réprobo em um tribunal político”, declarou, classificando o TSE uma vez que uma instância guiada por interesses partidários.
Ao comentar o arquivamento do interrogatório sobre suposta fraude em seu cartão de vacinação contra a COVID-19, Bolsonaro negou qualquer envolvimento direto. “Eu nunca faria um pedido desse para alguém, me desmoralizaria politicamente, porque sempre fui contra a vacina, que até hoje é experimento”, afirmou, reforçando sua oposição à imunização contra o coronavírus.
Sobre o período pós-eleições de 2022, Bolsonaro admitiu que discutiu com aliados alternativas para virar o resultado, mas insistiu que sempre atuou dentro dos limites constitucionais.
“Nós entramos com a petição e, no dia seguinte, o senhor Alexandre Moraes mandou arquivar e nos deu uma multa de R$ 22 milhões”, relatou, sugerindo que recorrer da decisão poderia trazer penalidades ainda maiores.
Indagado sobre a possibilidade de ser recluso, Bolsonaro respondeu com um tom pessoal e reflexivo:
“É o término da minha vida. Eu já estou com 70 anos.” Jornal da cidade
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