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O novo percentual representa um acréscimo de 5,4 pontos porcentuais em relação à previsão original. Na prática, o aumento anunciado ficou aproximadamente 57% maior do que o inicialmente planejado.
A informação foi divulgada nesta terça-feira, 3, pelo jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Orbe. Segundo a publicação, a decisão não foi muito recebida pelos pais dos alunos, que terão de arcar com uma elevação significativa dos custos escolares no próximo ano.
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De negócio com as informações divulgadas, a direção justificou a revisão pela urgência de adequar suas despesas às novas exigências legais decorrentes da reforma da jornada de trabalho. O escola foi fundado em 1862 pela comunidade alemã do Rio de Janeiro e é uma das instituições educacionais mais tradicionais da capital fluminense.
Alerta de entidades empresariais
O caso é um exemplo concreto de um problema assinalado por entidades empresariais durante a discussão sobre o término da graduação 6×1. Para elas, a redução da jornada sem subtracção dos salários pode aumentar os custos de contratação e funcionamento das empresas e pressionar os preços cobrados dos consumidores.
No caso das escolas particulares, o efeito recai diretamente sobre as famílias que pagam pela instrução dos filhos.
Outras escolas também se preocupam
O Escola Cruzeiro não é a única escola privado preocupada com os impactos financeiros da mudança. Em agosto, um estudo encomendado pela Confederação Pátrio dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) já alertava que a medida poderia provocar aumentos expressivos nas mensalidades.
Segundo o levantamento, o impacto específico da novidade jornada poderia exigir reajustes adicionais de 8% a 11%. Somados aos aumentos anuais normalmente praticados pelas instituições, estimados entre 9% e 12%, os reajustes poderiam chegar a 23%.
O estudo também projetou que entre 450 milénio e 720 milénio alunos poderiam deixar as escolas particulares e transmigrar para a rede pública, em razão do aumento dos custos educacionais.
Impacto na folha de pagamento
No cenário médio apresentado pela entidade, o impacto suplementar sobre a folha de pagamento das instituições privadas chegaria a R$ 17,3 bilhões anuais. Em um cenário mais severo, com jornadas menores e alterações mais amplas na remuneração dos professores, o dispêndio suplementar poderia saber R$ 31,6 bilhões por ano.
Essas projeções não representam aumentos já confirmados para todo o setor. São estimativas elaboradas a partir de diferentes hipóteses sobre a emprego da novidade legislação, incluindo a regulamentação do folga semanal remunerado.
Escolas de pequeno e médio porte
O problema é mormente quebradiço para escolas de pequeno e médio porte, que frequentemente operam com margens de lucro reduzidas e têm menos capacidade financeira para sorver aumentos inesperados de despesas. Para essas instituições, a opção pode ser soerguer as mensalidades, reduzir custos em outras áreas ou, em situações extremas, fechar as atividades.
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https://www.contrafatos.com.br/colegio-cruzeiro-eleva-mensalidades-em-149-para-2027-e-cita-fim-da-escala-6×1//Natividade/Créditos -> CONTRA FATOS
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