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Desde a redemocratização, presidentes americanos costumam reconhecer rapidamente os vencedores das eleições brasileiras; postura de Donald Trump labareda atenção da comunidade internacional.
Nove dias em seguida o segundo vez das eleições presidenciais brasileiras, realizado em 25 de outubro, a exiguidade de manifestações oficiais de governos estrangeiros continua provocando questionamentos diplomáticos. Entre os países que não haviam anunciado reconhecimento público da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacam-se Estados Unidos, Argentina e Israel. Outros países também não constavam dos levantamentos de manifestações internacionais, embora não exista confirmação consolidada de que sejam exatamente sete os governos nessa situação.
O caso mais surpreendente é o dos Estados Unidos, que romperam uma tradição de reconhecimento rápido dos resultados eleitorais brasileiros. Em 2002, George W. Bush telefonou para Lula aproximadamente um dia depois da votação. Em 2014, Barack Obama cumprimentou Dilma Rousseff no dia seguinte. Em 2018, o próprio Donald Trump telefonou para Jair Bolsonaro na noite da eleição. Já em 2022, Joe Biden reconheceu a vitória de Lula rapidamente. A lentidão atual, portanto, não encontra paralelo nesses quatro pleitos recentes.
A situação ganhou contornos ainda mais incomuns depois que a prelo americana e brasileira revelou que o governo Trump determinou a suspensão de um enviado de parabéns que já estava prestes pelo Departamento de Estado. O presidente americano também questionou publicamente a apuração brasileira, sem apresentar provas de fraude. Na Argentina, Javier Milei também permaneceu em silêncio, enquanto Israel também não havia anunciado revelação solene.
O contraste internacional labareda atenção: até 31 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral contabilizava manifestações de 112 países sobre o resultado da eleição. Embora a exiguidade de parabéns não represente necessariamente uma objecção formal do pleito, a lentidão americana constitui um incidente diplomático sensacional na história recente das relações entre Brasília e Washington. A pergunta que permanece é até quando a Moradia Branca manterá essa posição e quais serão suas consequências políticas.
https://jornalbrasilonline.com.br/nove-dias-apos-eleicao-sete-paises-seguem-sem-reconhecer-oficialmente-vitoria-de-lula-silencio-dos-eua-rompe-tradicao-historica//Manancial/Créditos -> JORNAL DO BRASIL ONLINE
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