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Ainda não há comprovação da origem, do rumo ou do uso irregular desses recursos.
Pedido do Comitê Eleitoral Mediano
O presidente do Comitê Eleitoral Mediano, juiz Noam Sohlberg, determinou que o diretor do Shin Bet, David Zini, aprofundasse as investigações. Em documento enviado na quarta-feira, 28, o magistrado classificou as denúncias uma vez que graves. Ressaltou, porém, que não dispunha de elementos suficientes para confirmar sua proveniência.
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Sohlberg também pediu que eventuais descobertas fossem apresentadas em até uma semana, por desculpa dos limites legais para negar os resultados das urnas. A epístola não menciona nominalmente governos estrangeiros nem partidos políticos.
O Shin Bet já tinha informações de perceptibilidade sobre possíveis remessas clandestinas antes da votação, mas não as havia repassado à poder eleitoral. Na noite de quarta-feira, Zini apresentou novos dados a Sohlberg. Por iniciativa própria, ele também se reuniu com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tratar das suspeitas.
O governo do Procurar rejeitou com ênfase qualquer envolvimento em tentativas de interferir no processo eleitoral israelense.
Sete detidos por compra de votos
Em uma investigação policial distinta, sete homens foram detidos sob suspeita de compra de votos em favor do partido mouro Ra’am. Três deles, moradores de localidades do deserto do Neguev, foram presos no dia da eleição. A prisão dos outros quatro foi anunciada na quinta-feira.
Durante as buscas, agentes apreenderam envelopes com numerário, cédulas eleitorais da legenda e outros materiais considerados relevantes. O caso passou à responsabilidade da unidade pátrio de combate a fraudes, vinculada à Lahav 433. Até o momento, não foi estabelecida relação entre essas detenções e o suposto financiamento internacional.
Participação mouro e acusações do Likud
A participação dos eleitores árabes cresceu expressivamente no pleito. Segundo a mídia israelense, isso contribuiu para um progressão conjunto de pelo menos cinco cadeiras conquistadas pela Lista Conjunta e pelo Ra’am. O aumento do presença, no entanto, não constitui evidência de irregularidade.
O Likud, partido de Netanyahu, acusa as legendas árabes de manipular a disputa mediante pagamentos ilícitos, intimidação e fraudes. Seus representantes afirmaram ter reunido centenas de depoimentos e documentos. Pretendem questionar judicialmente a votação em seções consideradas suspeitas. A {sigla} também defendeu que os partidos sionistas não negociem com o Ra’am ou com a Lista Conjunta para formar um governo ou substituir o presidente do Parlamento.
Polícia contesta narrativa de eleição roubada
A polícia israelense contestou a tese de que a eleição teria sido roubada. Segundo a corporação, foram registrados relativamente poucos incidentes relacionados à lisura do pleito. Não há elementos investigativos ou de perceptibilidade que sustentem as acusações mais abrangentes. O comissário Danny Levy assegurou que todas as denúncias serão examinadas de maneira recto e que eventuais responsáveis por crimes eleitorais responderão à Justiça.
Reações de adversários políticos
As declarações do Likud provocaram reações. Sami Abu Shehadeh, presidente do Balad, classificou as acusações uma vez que uma maledicência racista. Afirmou que Netanyahu e seus aliados estariam preparando argumentos para menosprezar a decisão dos eleitores.
Gadi Eisenkot, dirigente do Yashar, defendeu a investigação integral das denúncias. Advertiu, porém, contra tentativas de usar o incidente para delongar a posse da 26ª legislatura do Knesset.
Yair Golan, líder dos Democratas, também pediu rigor na apuração. Ao mesmo tempo, acusou o primeiro-ministro de tentar deslegitimar o resultado, principalmente os votos da população mouro. A deputada Naama Lazimi, da mesma legenda, comparou a postura do Likud aos acontecimentos de 6 de janeiro de 2021, quando manifestantes invadiram o Capitólio dos Estados Unidos. Ela ainda defendeu uma novidade votação sobre a possibilidade de declarar o Procurar um Estado inimigo.
Divulgação dos resultados não será interrompida
Uma manancial do Comitê Eleitoral Mediano informou ao The Jerusalem Post que a investigação não interromperá a divulgação dos resultados definitivos. Também não impedirá o presidente Isaac Herzog de indicar um líder partidário para tentar formar uma coalizão. A hipótese de convocação de novas eleições foi considerada prematura.
Uma vez que funciona a contradição dos resultados
Pela legislação israelense, a contradição deve ser apresentada ao Tribunal Distrital de Jerusalém no prazo de 14 dias depois da publicação dos resultados. Para justificar uma mediação judicial, é preciso provar que a irregularidade poderia ter mudado o desfecho eleitoral. O tribunal pode prescrever uma novidade votação, inclusive limitada a determinadas seções, emendar a distribuição de votos entre partidos ou modificar a atribuição de mandatos.
A estudo inicial cabe a três magistrados, com possibilidade de recurso ao Supremo Tribunal em condições previstas na lei. Se toda a eleição for anulada, o recurso à instância superior é assegurado aos legitimados, e o julgamento exige pelo menos cinco juízes. A apresentação de uma contradição, todavia, não paralisa as atividades parlamentares nem invalida decisões já tomadas pelo Knesset.
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