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Para a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), o trecho seria um sinal de que Marcinho VP tem poder para interferir em atividades políticas nas áreas sob influência do CV, embora esteja recluso há mais de 20 anos.
O relatório policial não esclarece quais atividades seriam atingidas pela ordem. O documento também não identifica políticos, partidos ou campanhas eleitorais. O caso continua sob investigação.
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Disputa entre irmãos
O aparelho de Márcia foi apreendido em abril deste ano, quando ela foi fim de uma operação sobre a movimentação financeira da partido. Oruam, das quais nome é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, aparece em diversas conversas com a mãe.
Em um dos diálogos, Márcia relata que o outro rebento, Lucas Nepomuceno, estaria usando a influência do pai e “correndo detrás” dos próprios interesses. Oruam responde com uma pergunta sobre porquê poderia fazer o mesmo, já que o irmão “teria pego tudo para ele”.
A DRE interpreta a troca de mensagens porquê uma disputa entre os dois pelo entrada aos recursos e à influência de Marcinho VP. Na avaliação da polícia, o material reforça a suspeita de que o traficante ainda participa da gestão de negócios ligados ao CV. Marcinho VP está recluso desde 1996.
A “caixinha” do pai de Oruam
As conversas também descrevem o caminho do verba atribuído a Marcinho VP. Em uma delas, Oruam conta à mãe que foi a um ponto de controle de traficantes no Multíplice do Teutónico para receber valores da “caixinha” do pai, termo usado para recursos movimentados pela organização.
Conforme a investigação, Oruam e Lucas mantinham contato com lideranças da partido, entre elas Edgar Alves de Andrade, o Doca, e Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Zangão.
Pedidos de verba
Márcia também teria recorrido a integrantes do CV para resguardar despesas da família. Em uma ocasião, pediu R$ 10 milénio a Doca para remunerar uma fatura de cartão de crédito.
Em outra conversa, ela pediu que Luiz Paulo Silva de Souza, o Magrão, levasse a Eduardo Fernandes de Oliveira, o 2D, uma solicitação de R$ 28 milénio: R$ 8 milénio para um chá de bebê e R$ 20 milénio para a compra de móveis. A orientação era descontar os valores de “Nego”, sobrenome de Marcinho VP.
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https://www.contrafatos.com.br/policia-diz-que-oruam-repassou-ordem-de-marcinho-vp-para-fechar-a-politica//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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