“O Lula esteve em São José do Rio Preto, falou sobre o novo campus da UFSCar, que deverá ter entre 4 000 e 5 000 alunos, numa extensão muito boa da cidade, mas não se ouve um louvor por isso, só o velho ódio contra o PT”, lamenta um militante do interno que está no partido há mais de vinte anos.
Um fenômeno curioso detectado em diversas cidades agrava a situação: eleitores que declaram voto em Lula para presidente, mas preferem Tarcísio para governador. A combinação já ganhou sobrenome nos bastidores — “TarLula”.
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2022 porquê espelho: de alavanca a travanca
Na eleição anterior, o desempenho de Haddad em São Paulo foi fundamental para a vitória apertada de Lula na esfera pátrio. Embora tenha perdido a corrida ao governo, o petista chegou ao segundo vez e obteve 45% dos votos — mesmo percentual conseguido por Lula no estado, um dos melhores resultados do petismo na história eleitoral paulista.
A estratégia para 2026 seguia a mesma lógica: repetir a fórmula com Haddad puxando votos em São Paulo. Mas a verdade atual desfaz esse projecto. Enquanto em 2022 o petista liderava contra Tarcísio neste ponto da campanha, agora o rival bate em 49% das intenções de voto e pode ser reeleito ainda no primeiro vez, em 4 de outubro. A possibilidade de guia sem segundo vez é classificada no rotação da esquerda porquê um “sinistro” potencialmente infalível para a pretensão presidencial de Lula.
Valia estratégica ampliada de São Paulo
O quadro se torna ainda mais dramático porque, neste ciclo eleitoral, o desempenho em São Paulo — maior escola eleitoral do país, concentrando 21% dos votantes — será mais decisivo do que nunca. A expectativa é de que Lula tenha vitórias menos folgadas no Nordeste, região que serviu porquê reduto importante para viabilizar seu triunfo em 2022.
Campanha petista enfrenta críticas internas e desmobilização
Dentro da própria estrutura de campanha, o clima é de desânimo. Aliados políticos e militantes que acompanham de perto as movimentações em torno de Haddad multiplicam as críticas. A principal queixa gira em torno de uma “postura de guia” e da estratégia de mobilização, que estaria concentrada na “pregação para convertidos” — eventos destinados a eleitores que já são simpáticos ao petismo.
Os diretórios municipais do partido, por sua vez, estão mais empenhados em optar representantes para o Legislativo, principalmente para a Câmara dos Deputados, do que em fortalecer a candidatura estadual de Haddad.
Haddad sabia desde o início que a missão seria difícil. Foi por isso que resistiu o quanto pôde antes de admitir a lei de Lula para enfrentar Tarcísio. Em nenhum momento ao longo da pré-campanha e da campanha o ex-ministro esteve avante do governador nas sondagens. A formação do grid eleitoral também complicou a situação: dissemelhante de 2022, há exclusivamente dois candidatos competitivos, o que confere ao primeiro vez uma dinâmica de rodada final.
Cortes de verba e demissões na equipe de marketing
O pessimismo com as perspectivas eleitorais alcançou também os responsáveis pelo financiamento das campanhas. O PT realizou cortes nos repasses destinados a Haddad, forçando a equipe do ex-ministro da Rancho a livrar integrantes do setor de marketing e a interromper o impulsionamento de conteúdos nas redes sociais do candidato. A orientação é reduzir ao supremo as despesas — atitude lida internamente porquê “um movimento de desmobilização”.
Questionado por VEJA, Otávio Antunes, marqueteiro da campanha do PT em São Paulo, confirmou parcialmente os bloqueios. “Houve uma lei do diretório pátrio para trinchar despesas. Os cortes me obrigaram até a livrar gente da minha equipe”, reclamou, sem confirmar a suspensão dos repasses que seriam alocados ao impulsionamento de conteúdos estratégicos nas redes.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT já transferiu 15 milhões de reais do fundo eleitoral para o projeto de Haddad em São Paulo, com gastos que somam 12,28 milhões de reais até o momento. Desse totalidade, quase 53% — muro de 6,5 milhões de reais — foram repassados à Urissanê Notícia, sucursal de Otávio Antunes que historicamente presta serviços ao partido. VEJA procurou a direção pátrio do PT para explicar o que motivou os cortes em um estado tão crucial para a reeleição de Lula, mas não obteve retorno.
Disputa pelo Senado também sofre reflexos
O mau desempenho de Haddad ameaço contaminar outra frente que parecia promissora: a disputa pelas vagas ao Senado. Nas primeiras sondagens, as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), aliadas de Lula, apareciam porquê favoritas. Porém, o aquecimento da mobilização da direita — com envolvimento direto de Tarcísio — e os problemas da campanha petista já disseminaram dúvidas sobre esse nepotismo.
Pesquisa Datafolha da última semana registra empate quádruplo: Marina e Tebet aparecem com 13% cada, enquanto os candidatos da direita André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) marcam 11% e 10%, respectivamente — dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Caso a candidatura de Haddad não reaja, o risco é de compelir consigo as pretensões das ex-ministras ao Senado.
FAVORITO – O governador, em campanha: alavancado até por voto de lulistas, ele pode ser reeleito ainda no primeiro vez (Caiuá Maia/Campanha Tarcísio de Freitas/.)
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https://www.contrafatos.com.br/desespero-no-pt-em-sao-paulo-haddad-afunda-e-campanha-de-lula-entra-em-alerta-vermelho//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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