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Esses 11 registros, no entanto, constam na segunda versão do documento, enviada à percentagem em 8 de maio. Essa versão foi encaminhada por lei do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), atendendo a uma solicitação feita pela Procuradoria-Universal da República (PGR).
O documento mais recente foi assinado pelo atual diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti. Nele, estão detalhados os 11 alertas enviados ao celular do portanto ministro. Três dessas comunicações teriam sido direcionadas exclusivamente a Gonçalves Dias.
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Alertas mencionavam risco de invasões
O teor dos alertas suprimidos na primeira versão é particularmente relevante. Em 6 de janeiro, às 19h40, um dos comunicados já tratava da convocação de manifestantes para Brasília e apontava o risco de invasão do Congresso Vernáculo e de outros edifícios da Esplanada dos Ministérios.
No dia seguinte, 7 de janeiro, outro alerta informava a previsão de chegada de 18 ônibus vindos de outros estados, além de manter o registro sobre convocações para atos violentos e tentativas de ocupação de prédios públicos.
Já na manhã de 8 de janeiro — dia em que os atos de veste ocorreram —, um dos alertas destinados exclusivamente a Gê Dias comunicava que muro de 100 ônibus já haviam chegado à capital federalista.
Quem adulterou o documento ainda será investigado
A confrontação entre as duas versões gerou poderoso questionamento entre os parlamentares. Segundo os congressistas que analisaram o material, a diferença é flagrante. No entanto, os documentos, isoladamente, não permitem prescrever quem foi o responsável pela remoção dos alertas da versão original, tampouco o método utilizado para promover a modificação.
A cúpula da Abin também esteve presente na reunião reservada da CCAI e foi informada sobre a divergência entre os relatórios. A expectativa é que a discrepância passe a ser analisada no contexto das investigações em curso sobre os atos de 8 de janeiro, podendo se tornar um dos focos prioritários de apuração da percentagem parlamentar.
Saída do GSI e negativas em prova
Gonçalves Dias foi remoto do comando do GSI depois que vieram a público imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto registradas durante a invasão. As gravações mostravam o portanto ministro circulando pelo prédio enquanto os invasores ainda permaneciam no lugar.
Em prova prestado à Polícia Federalista, Gê Dias negou que tivesse recebido qualquer alerta da Abin a saudação dos riscos de invasão dos prédios dos Três Poderes. A negativa foi mantida mesmo em seguida a prensa vulgarizar o teor das comunicações que lhe foram encaminhadas.
A resguardo de Gonçalves Dias, o diretor-adjunto da Abin Alessandro Moretti e o ex-diretor-adjunto Saulo Moura da Cunha foram procurados para se manifestar sobre o caso, mas nenhum deles havia se pronunciado até a publicação desta reportagem.
Com informações de O Orbe.
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https://www.contrafatos.com.br/ex-chefe-do-gsi-e-acusado-de-falsificar-relatorio-da-abin-sobre-o-8-de-janeiro-enviado-ao-congresso//Manancial/Créditos -> CONTRA FATOS
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