Federação Paulista de Volleyball autoriza Tifanny Abreu a seguir no Campeonato Paulista feminino, contrariando novidade política da CBV que veta atletas trans
Por ContraFatos 15/08/2026 Atualizado em 15/08/2026
Federação Paulista de Volleyball alega que torneio já estava em curso e não aplica restrição anunciada pela Confederação Brasileira de Voleibol
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) publicou na sexta-feira, 14 de agosto, uma novidade política de elegibilidade para competições femininas. A norma determina que somente atletas do sexo biológico feminino podem participar, com a implementação de triagem genética para verificação do gene SRY. Na prática, a medida impede a atuação de atletas trans nas disputas organizadas pela entidade pátrio.
Unicamente um dia depois do pregão, no sábado 15, a Federação Paulista de Volleyball (FPV) se posicionou de maneira divergente. A entidade estadual confirmou que a ponteira Tifanny Abreu, que se apresenta porquê mulher trans, permanece autorizada a competir no Campeonato Paulista Feminino de Vôlei pelo Osasco São Cristóvão.
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Justificativa da FPV para manter Tifanny Abreu no torneio
O argumento mediano da federação paulista é o de que o campeonato estadual já estava em curso — a competição teve início na quinta-feira, 13 — quando a CBV divulgou a novidade regra. Por essa razão, a FPV entendeu que o critério atualizado não poderia ser aplicado de forma imediata ao torneio em curso.
A entidade informou ainda que eventuais mudanças futuras em suas próprias regras serão avaliadas posteriormente análises conduzidas pelas áreas jurídica e de saúde.
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Impacto da decisão na temporada de Tifanny Abreu
A posição da FPV cria um cenário contraditório para a desportista trans ao longo da temporada. No contexto estadual, Tifanny poderá atuar normalmente pelo Osasco. Entretanto, pelas regras atualmente em vigor na CBV, ela ficará impedida de disputar a Superliga de Vôlei 2026/27, a Supercopa e a Despensa Brasil.
Posição do Osasco São Cristóvão
O Osasco São Cristóvão declarou ter sido surpreendido pela medida anunciada em nível pátrio. O clube paulista informou que acionou imediatamente seu departamento jurídico para determinar os desdobramentos da novidade política da confederação.
Outrossim, o time manifestou publicamente base a Tifanny Abreu, que faz secção do elenco desde 2021.
O que diz a novidade regra da CBV
A política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol restringe as competições femininas a atletas nascidas do sexo feminino. Para asseverar o cumprimento da norma, foi estabelecida uma triagem genética com foco na verificação do gene SRY, marcador presente no cromossomo Y. Dessa forma, a participação de atletas trans nas competições femininas organizadas pela CBV fica proibida.
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