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O Juízo de Moral votou pela aprovação do parecer preparatório que pode levar à perda do procuração da deputada federalista Erika Hilton (PSOL-SP) por quebra de decoro parlamentar na Câmara dos Deputados. O placar foi de 10 votos em prol e 5 contra. A parlamentar tem dez dias para se tutelar.
A votação decidiu dar prosseguimento ao parecer do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), que apreciou favoravelmente uma representação do partido Missão contra Erika.
A corporação denunciou Erika posteriormente ela invocar as críticas à sua recém-conquistada posição de presidente da Percentagem de Resguardo dos Direitos das Mulheres de “imbeCIS”.
O partido também enfatizou que a revelação da parlamentar utilizava o verbo “latir” para as críticas, o que pode ser interpretado uma vez que invocar as mulheres biológicas de “cadelas”.
“A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa. (…) Podem espernear. Podem latir. Eu sou a presidenta da Percentagem da Mulher”, escreveu a parlamentar no X.
Limites à isenção parlamentar
Responsável do parecer preparatório confirmado, Cabo Gilberto Silva concluiu pela ininterrupção do processo. “A isenção parlamentar não afasta a possibilidade de que o próprio Parlamento reconheça excesso ou injúria no tarefa da termo e aplique a sanção que entender cabível”, disse o relator, segundo a Sucursal Câmara.
Na resguardo prévia apresentada ao juízo, Erika Hilton pede arquivamento do processo e acusa a oposição de perseguição. Segundo ela, a termo “imbeCIS” se dirigia a pessoas transfóbicas, e não à coletividade das mulheres. Em relação a “podem latir”, afirmou que a frase se referia a seus opositores políticos.
Erika pediu troca de relator
A resguardo também pedia a troca do relator, argumentando que Silva não seria justo por já ter assinadoprojeto de solução que reservava os cargos na Mesa da Percentagem da Mulher exclusivamente a deputadas mulheres biológicas.
Presidente do Juízo de Moral, o deputado Fabio Schiochet (União-SC), não acolheu o pedido de troca de relator. Schiochet afirmou que a apresentação de projetos não pode ser confundida com pré-julgamento da conduta.
Durante a reunião, os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ), professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP) e Maria do Rosário (PT-RS) defenderam a colega dizendo que ela não se referiu a mulheres cisgênero, mas sim a grupos “transfóbicos e racistas”.
“Estamos cá discutindo um tweet que foi descontextualizado, quando uma deputada, uma mulher negra, trans, foi legitimamente eleita para ser presidente da Percentagem de Resguardo dos Direitos das Mulheres e vai se tutelar de grupos de homens que estavam sendo transfóbicos, machistas, racistas, redpills”, disse a deputada professora Luciene Cavalcante.
Publicação do Povo
https://jornalbrasilonline.com.br/conselho-de-etica-aprova-parecer-e-erika-hilton-pode-perder-mandato-por-quebra-de-decoro//Nascente/Créditos -> JORNAL DO BRASIL ONLINE
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