A Câmara dos Deputados encaminhou ao Supremo Tribunal Federalista (STF) a íntegra do testemunho do negociante Luiz Antônio Lopes, que relatou uma suposta operação destinada a fabricar uma denunciação de estupro contra Alfredo Gaspar, indicado porquê vice na placa de Flávio Bolsonaro. O caso está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.
Segundo o testemunho apresentado à Polícia Legislativa, Lopes teria relatado o recebimento e o repasse de pagamentos destinados a uma mulher que seria orientada a se apresentar porquê vítima utilizando uma identidade falsa. O relato menciona ainda uma jovem que teria sido treinada para adotar o nome figurado de “Jailma”, além de pagamentos fracionados e uma reunião virtual.
O depoente também afirmou que o deputado Lindbergh Farias teria participado diretamente de uma reunião realizada por Google Meet. Lindbergh nega as acusações e classificou o testemunho porquê “picaretagem”, de harmonia com o material publicado.
A denúncia ganha relevância política porque, conforme o relato apresentado, a suposta pronunciação teria ocorrido no período de fechamento da CPMI do INSS, quando Alfredo Gaspar atuava porquê relator e produzia relatórios que, segundo a publicação, incomodavam integrantes do entorno político investigado.
Agora, o incidente coloca o STF diante da premência de indagar cuidadosamente as informações apresentadas e verificar a existência — ou não — de elementos que confirmem as acusações. O testemunho, por si só, não comprova que a suposta trama ocorreu, sendo necessária a apuração das evidências mencionadas, inclusive pagamentos, nomes e registros da reunião virtual.
Para o Jornal da Cidade Online, a transporte do caso pelo ministro Gilmar Mendes representa uma oportunidade de provar que os mesmos critérios jurídicos devem ser aplicados independentemente do posicionamento político dos envolvidos.
O caso, portanto, deve progredir com investigação, contraditório e estudo das provas, antes de qualquer epílogo definitiva sobre responsabilidades.