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Soja concentra quase metade dos casos de recuperação judicial
Entre as atividades desenvolvidas dentro das propriedades, a soja responde pela maior fatia dos pedidos. Em junho, 589 sojicultores estavam em recuperação judicial — número que corresponde a quase metade do totalidade de produtores nessa situação. O progressão foi de 26,7% desde o término de 2025 e praticamente o duplo do registrado um ano antes.
Somente nos seis primeiros meses de 2026, 124 produtores de soja entraram com pedido de recuperação judicial. Claudio Damasceno, sócio sênior da RGF e da Bizdoc e coordenador do Monitor, explica que o quadro é resultado direto de duas safras comercializadas inferior do dispêndio, do acúmulo de dívidas e da privação de lucro no ciclo 2025/26 que pudesse ser talhado à amortização dos débitos.
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Deterioração atinge diversas culturas agrícolas
O problema não se restringe à soja. A pecuária de golpe ocupa a segunda posição entre as cadeias produtivas do setor, com 19 novas recuperações judiciais no período. Outras culturas também registraram propagação significativo em relação a dezembro de 2025: o estoque de casos subiu 53,8% no arroz, 45,2% no milho e 44,4% no moca. Entre os produtores de leite, a subida foi ainda mais dramática — 257%, totalizando 50 processos.
“As causas são diferentes para cada cultura, mas há uma regra padrão: o que estamos colhendo resulta de um tanto que aconteceu seis meses, um ano ou até dois anos antes”, diz o coordenador do Monitor.
Prisão do agro além das propriedades já sente os efeitos
O impacto do endividamento rústico transbordou as porteiras. Quando se somam fornecedores de insumos, agroindústrias e empresas de comercialização aos produtores, o número totalidade de CNPJs em recuperação judicial sobe para 1.575. Esse interino equivale sobre 20% de todo o estoque de recuperações judiciais do país.
“Somando a ergástulo de insumos, agroindústria e comercialização, o totalidade chega a 1.575 CNPJs, murado de 20% de todo o estoque de recuperações judiciais do país”, afirma Claudio Damasceno, sócio sênior da RGF e da Bizdoc e coordenador do Monitor.
Houve propagação de processos em praticamente todos os segmentos ligados ao agronegócio fora das propriedades: revendas de insumos, fabricantes de rações, concessionárias de máquinas agrícolas, usinas, laticínios, frigoríficos de bovinos e comercializadoras de grãos e moca registraram elevação nos pedidos.
Sul e Núcleo-Oeste concentram os casos, com destaque para MT e RS
A distribuição geográfica dos processos divide-se quase também entre duas grandes regiões produtoras. O Sul reúne 392 recuperações judiciais, enquanto o Núcleo-Oeste soma 391. Os estados que mais contribuem para esses números são Mato Grosso, com 196 CNPJs, e Rio Grande do Sul, com 194 — uma diferença de somente dois processos.
Microprodutores lideram a disseminação do instrumento
O levantamento identificou uma expansão acelerada das recuperações judiciais entre produtores de menor porte. Das 874 recuperações ativas envolvendo micro, pequenos e médios produtores — que podem operar tanto com CNPJ quanto porquê pessoa física —, 54% são de microempresários. Os pequenos representam 26% e os médios, 20%.
A dimensão do movimento fica ainda mais evidente na verificação histórica. Desde o primeiro trimestre de 2023, o estoque de recuperações judiciais entre microempresas do agro aumentou dez vezes. Entre as pequenas empresas, o volume se multiplicou por quase nove.
Perito alerta: o pior ainda está por vir
A tendência é de deterioração suplementar, segundo o coordenador do Monitor. Damasceno avalia que “o pior dos pedidos de recuperação judicial ainda está por vir”, com maior pressão concentrada no segundo semestre de 2026 e ao longo de 2027. A projeção leva em conta os efeitos das margens de lucro extremamente apertadas nas safras 2024/25 e 2025/26.
Além dos problemas acumulados internamente, fatores externos ameaçam soerguer ainda mais os custos de produção. O comprometimento da navegação pelo Estreito de Ormuz, em meio ao conflito no Oriente Médio, adiciona pressão ao cenário, uma vez que a região é uma importante origem dos fertilizantes utilizados pelo setor agropecuário brasiliano.
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https://www.contrafatos.com.br/recuperacoes-judiciais-no-agro-disparam-66-em-um-ano-e-consultorias-preveem-cenario-ainda-pior-em-2027//Natividade/Créditos -> CONTRA FATOS
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