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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), determinou que a Polícia Federalista (PF) explique, no prazo de cinco dias, por que não cumpriu uma ordem anterior relacionada à investigação de publicações que associavam Jair Bolsonaro ao canibalismo. A novidade cobrança foi feita nesta quarta-feira (29), depois de a Secretaria Judiciária registrar o descumprimento da preceito.
Segundo a CNN, Moraes destacou na decisão que havia liberado os autos para que os investigadores adotassem as providências solicitadas, mas não recebeu resposta da corporação dentro do prazo estabelecido.
Origem da controvérsia nas eleições de 2022
O caso teve origem durante o segundo vez das eleições presidenciais de 2022. Naquele período, a campanha do logo candidato Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma peça publicitária contra Bolsonaro que recuperava uma entrevista concedida pelo logo presidente em 2016 ao jornal The New York Times.
No material, Bolsonaro havia dito que comeria músculos de um indígena caso esse comportamento fizesse secção da cultura lugar. A enunciação acabou sendo utilizada pela campanha adversária durante a disputa eleitoral.
A resguardo de Bolsonaro recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir a divulgação da propaganda, argumentando que o teor apresentava trechos retirados de contexto. O logo ministro Paulo de Tarso Sanseverino determinou a retirada do vídeo e proibiu o PT de voltar a veicular o material.
Investigação chegou ao STF
Posteriormente o fecho da votação, a Justiça Eleitoral encaminhou os processos ao Supremo Tribunal Federalista. Em outubro de 2024, a Procuradoria-Universal da República (PGR) solicitou a obtenção dos dados cadastrais relacionados aos autores das publicações investigadas.
As plataformas digitais apresentaram respostas diferentes ao pedido. Meta e Google informaram que não dispunham mais dos registros solicitados, enquanto a rede X conseguiu restabelecer secção das publicações relacionadas ao caso.
Na sequência, a PGR solicitou que a Polícia Federalista identificasse os responsáveis pelas contas e examinasse a atuação dos perfis nas redes sociais no período entre 30 de outubro de 2022 e 10 de janeiro de 2023.
Moraes autorizou a medida em dezembro de 2024 e estabeleceu prazo de 15 dias para que a PF apresentasse os nomes dos envolvidos, os respectivos CPFs e relatórios sobre as contas analisadas. Porquê a corporação não teria atendido à preceito, o ministro voltou a cobrar esclarecimentos e agora fixou novo prazo de cinco dias para que a polícia explique o demorado.
https://jornalbrasilonline.com.br/moraes-da-5-dias-a-pf-sobre-investigacao-contra-bolsonaro-envolvendo-canibalismo//Manancial/Créditos -> JORNAL DO BRASIL ONLINE
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