Estados Unidos aplicam tarifa suplementar de 12,5% sobre produtos brasileiros por trabalho forçado, somando-se aos 25% já impostos na semana anterior
Por ContraFatos 23/07/2026 Atualizado em 23/07/2026
Medida americana atinge 60 economias e penaliza o Brasil com taxa suplementar sobre produtos exportados
Uma novidade tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos nesta quinta-feira, 23 de julho. A decisão faz secção de uma ação que alcança 60 economias acusadas de não combater de maneira eficiente a importação de mercadorias fabricadas com trabalho forçado. A penalidade se acumula à tarifa de 25% já imposta ao Brasil na semana anterior, em 15 de julho.
Origem da decisão e base legítimo
A lei partiu do presidente Donald Trump e foi executada pelo representante de Negócio dos EUA (USTR, na {sigla} em inglês), Jamieson Greer. O fundamento jurídico é a Seção 301 da Lei de Negócio norte-americana, instrumento voltado ao enfrentamento de práticas estrangeiras consideradas desleais e prejudiciais ao transacção dos Estados Unidos.
Leitura
Em transmitido solene, Greer declarou que a medida “corrigirá o que é, ao mesmo tempo, um injúria de direitos humanos e uma prática mercantil que distorce o mercado”.
Porquê foram definidos os grupos tarifários
O USTR dividiu os países investigados em três categorias distintas, com alíquotas diferentes conforme o intensidade de adequação de cada economia ao combate do trabalho forçado.
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Tarifa de 10%: aplicada a nações que já proíbem a importação de produtos fabricados com trabalho forçado, que firmaram compromisso nesse sentido em acordos comerciais recíprocos ou que possuem regime parcial com tal objetivo. Entre os países desse grupo estão Argentina, Canadá, El Salvador, Índia, México, Paquistão e Reino Uno.
Tarifas de 10% ou 12,5%: direcionadas a mercadorias específicas provenientes da União Europeia, Taiwan, Japão, Coreia e Suíça.
Tarifa de 12,5%: estabelecida para todas as demais economias investigadas que não se enquadraram nas exceções. O Brasil foi classificado nessa tira.
Investigações tiveram início em março
O processo que resultou na imposição das novas tarifas começou em março, por ordem de Trump. Ao longo dos meses seguintes, foram realizadas audiências públicas, consultas a mais de 45 governos e estudo de milhares de manifestações apresentadas por escrito. Em 2 de junho, o USTR concluiu que as práticas dos 60 países investigados eram “desarrazoadas” e restringiam o transacção norte-americano.
Impacto cumulativo sobre o Brasil
Com a novidade alíquota, os produtos brasileiros passam a enfrentar uma trouxa tarifária ainda mais elevada no mercado americano. A tarifa de 12,5% se sobrepõe diretamente aos 25% aplicados na quarta-feira, 15, ampliando as barreiras comerciais entre os dois países. Apesar de o governo dos EUA ter previsto isenções para determinados produtos, a decisão atingiu em pleno itens relevantes da taxa exportadora brasileira.
Exceções e produtos isentos
A medida prevê exceções para alguns produtos, embora os detalhes completos das isenções não tenham sido totalmente divulgados. Ainda assim, dois dos principais produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos foram submetidos à tarifa máxima, mesmo diante das ressalvas previstas pelo governo norte-americano.
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