Deputado do PL aciona o TCU contra Alexandre Padilha por inclusão irregular da vacina do Butantan no SUS sem consulta à Conitec
Por ContraFatos 17/06/2026 Atualizado em 17/06/2026
Cabo Gilberto Silva questiona conduta de Alexandre Padilha na incorporação do imunizante contra dengue ao sistema público
Uma representação formal foi protocolada junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), que contesta a forma uma vez que a vacina Butantan-DV foi incluída no SUS. O branco da ação é o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, réu de ter desconsiderado procedimentos legais obrigatórios no processo de incorporação do resultado.
Troca de nomenclatura permitiu ingresso sem estudo da Conitec
De concórdia com a representação, o imunizante originalmente validado para uso no sistema público foi o TAK-003, desenvolvido pela Takeda. No entanto, uma retificação ulterior substituiu o nome específico do resultado por um termo genérico — vacina dengue tetravalente atenuada. Com essa modificação, a fórmula do Butantan passou a ser contemplada maquinalmente, sem premência de novidade avaliação pela Percentagem Pátrio de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
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O deputado do PL sustenta que essa mudança foi irregular, uma vez que não houve relatório técnico nem consulta pública antes da inclusão. A ação também destaca uma incoerência: Padilha teria descumprido exigências previstas em decretos que ele próprio ajudou a gerar entre 2011 e 2026, que determinam a consulta obrigatória à Conitec antes de qualquer incorporação ao sistema público.
Suspensão posteriormente eventos adversos e duas mortes em investigação
A vacina do Butantan teve sua emprego suspensa no dia 8 de junho, posteriormente o registro de 42 eventos adversos com sinais de alerta. Entre os casos, três foram classificados uma vez que graves, com duas mortes ainda sob investigação. Apesar da suspensão determinada por Padilha, a Anvisa manteve o registro do imunizante uma vez que válido.
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Parlamentar exige auditoria em compra milionária
Cabo Gilberto Silva solicita ao TCU a realização de uma auditoria sobre a obtenção de 3,9 milhões de doses do imunizante, do qual valor totalidade foi orçado em R$ 367,95 milhões. Aliás, o pedido inclui a oitiva do ministro Alexandre Padilha e exige que a vacina só volte a ser aplicada no SUS posteriormente uma avaliação formal e regular da Conitec.
Posição do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde justificou a emprego do imunizante do Butantan por meio de nota técnica. O argumento apresentado pelo órgão é de que a tecnologia vacinal tetravalente atenuada já estava incorporada ao SUS, e que a aprovação inicial dizia saudação à tecnologia empregada, e não a uma marca específica.
Nos sistemas de informação do governo, as duas vacinas — a da Takeda e a do Butantan — compartilham o mesmo código técnico. A realce entre os produtos depende do preenchimento manual do campo de operário, o que integra o monitoramento de reações adversas de ambos os imunizantes em uma mesma base de dados.
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