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Estimativas da Cbic para o dispêndio das obras
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) estima que a mudança pode aumentar em até 15% o dispêndio direto da mão de obra nos canteiros. O dispêndio totalidade das obras subiria, no mínimo, 6%.
A entidade calcula em R$ 13,5 bilhões por ano o valor necessário para contratar tapume de 288 milénio trabalhadores adicionais. Eles repostariam as horas que deixariam de ser trabalhadas, o equivalente a quase 600 milhões de horas anuais a menos de produção.
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Em nota solene, a Cbic manifestou: “A principal preocupação é que os efeitos da mudança ultrapassem o setor produtivo e atinjam diretamente a população, principalmente as famílias de menor renda, que dependem de programas habitacionais, obras públicas e serviços essenciais”.
Encarecimento de imóveis e riscos ao Minha Moradia, Minha Vida
Para o setor, a conta não ficará restrita a empreiteiras e construtoras e chegará ao consumidor final. O SindusCon-SP, que representa as empresas do setor no estado de São Paulo, estima reajuste inesperado de 5% a 6% no preço final dos imóveis residenciais.
A maior preocupação está nos empreendimentos de margens reduzidas, porquê a habitação de interesse social e as grandes obras de infraestrutura estatal.
Habitação popular
O SindusCon-SP alerta que projetos do programa Minha Moradia, Minha Vida correm o risco de inviabilização econômica sem um reequilíbrio contratual.
Perda de unidades
Projeções da Cbic indicam que o encarecimento da atividade pode resultar no financiamento de 30 milénio unidades habitacionais a menos por ano, o que atingiria 83 milénio pessoas. Em cinco anos, a perda acumulada chegaria a 150 milénio moradias.
Infraestrutura e saneamento
No saneamento imprescindível, a mão de obra responde por 34,2% do dispêndio das obras. Nesse setor, a urgência anual de investimentos passaria de R$ 56,3 bilhões para R$ 58,23 bilhões. O resultado seria um déficit suplementar de R$ 19,3 bilhões ao longo de dez anos.
Escassez de mão de obra, prazos mais longos e remuneração
O Secovi-SP avalia que a redução da trouxa horária disponível, em um setor já afetado pela falta de profissionais qualificados, resultará no inevitável esticamento dos prazos de entrega. A escassez de mão de obra especializada limita a capacidade das empresas de ressarcir os dias de sota com novas contratações imediatas.
Outro ponto sensível é o efeito sobre a remuneração média. Na construção social, coexistem mensalistas e horistas, cujos salários variam conforme a produção e as horas efetivas de serviço estabelecidas por convenções coletivas. Segundo o Secovi-SP, trabalhar menos dias em funções ligadas à produtividade pode valer rendimento menor ao término do mês.
“Utilizar uma regra universal a todas as atividades porquê se fossem iguais é um erro. A gente acha que a negociação direta entre as partes é sempre a melhor forma”, argumenta o presidente-executivo do Secovi-SP, Ely Wertheim.
Alternativas e propostas do setor
Diante do novo cenário regulatório, as entidades defendem que a implementação seja gradativa e associada a políticas de incentivo e modernização. A Cbic aponta três caminhos para mitigar os impactos financeiros.
- Industrialização dos processos: ampliação de métodos construtivos pré-moldados e de tecnologia de canteiro.
- Qualificação profissional: programas de capacitação para levantar a produtividade por trabalhador.
- Reequilíbrio contratual: revisão, caso a caso, de contratos de infraestrutura pública e saneamento.
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https://www.contrafatos.com.br/fim-da-escala-6×1-pode-elevar-preco-de-imoveis-em-ate-6-avisam-entidades-da-construcao//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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