Greve de 20 dias dos funcionários da Caixa em setembro atrasou análises, financiamentos e contratos, adiando pagamentos a construtoras uma vez que MRV e Cury no Minha…
Por ContraFatos 10/10/2026 Atualizado em 10/10/2026
Greve de 20 dias em setembro travou análises e contratos, e o BTG Pactual calcula impacto de R$ 80 milhões para a MRV e queda de R$ 194 milhões nos pagamentos à Cury
Os 20 dias de paralisação dos funcionários da Caixa Econômica Federalista, em setembro, atrasaram os pagamentos devidos às construtoras que vendem imóveis pelo Minha Moradia, Minha Vida. A greve afetou os resultados das empresas entre julho e setembro.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a paralisação atrasou a estudo de documentos, a aprovação de financiamentos e a assinatura de contratos. Por isso, as construtoras esperaram mais tempo para receber o quantia dos imóveis vendidos.
Leitura
Setor relata acúmulo de pedidos
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção informou que empresas do setor relataram acúmulo de pedidos e vagar na epílogo dos contratos. A entidade ainda não sabe quantos financiamentos foram afetados.
Clausens Duarte, vice-presidente de Habitação de Interesse Social da entidade, avaliou o cenário: “Os atrasos na epílogo dos financiamentos podem afetar tanto o fluxo de caixa das empresas, mormente as menores, quanto as famílias que aguardam a finalização da compra do imóvel”.
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Impacto nos resultados das construtoras
De entendimento com o banco BTG Pactual, a greve atrasou o recebimento de tapume de R$ 80 milhões pela MRV. A Cury, por sua vez, registrou redução estimada de R$ 194 milhões nos pagamentos de imóveis financiados no trimestre, na verificação com o mesmo período de 2025.
Critérios mais rigorosos e cancelamentos
Além da paralisação, a Caixa passou a adotar critérios mais rigorosos para autenticar financiamentos. A dificuldade para obter crédito também contribuiu para o aumento dos cancelamentos de compras.
Conforme o BTG Pactual, os cancelamentos na Cury somaram R$ 358 milhões, subida de 59% em um ano. Na Tenda, chegaram a R$ 312 milhões, aumento de 78%.
Vendas seguem no mesmo ritmo
Apesar das dificuldades, as três construtoras mantiveram o ritmo de vendas de imóveis populares. O BTG Pactual avalia que a greve somente adiou o recebimento dos pagamentos, sem provocar perdas definitivas de vendas ou receitas.
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