⚠️ DESCUBRA O QUE ESTÃO ESCONDENDO DE VOCÊ!
ACESSE NOSSO GRUPO NO ZAP E RECEBA CONTÉUDOS
SEM CENSURA EM PRIMEIRA MÃO👇
🚨📲 CLIQUE E RECEBA NOTÍCIAS EM TEMPO REAL – GRUPO VIP DOS PATRIOTAS 🇧🇷
Quase R$ 1 trilhão a menos em valor de mercado
A dimensão da queda fica mais clara quando se observa o valor das empresas listadas. Levantamento da consultoria Elos Ayta mostra que o valor de mercado das companhias negociadas na B3 passou de murado de R$ 5,684 trilhões, na sexta-feira, 23 de outubro, para R$ 4,721 trilhões na sexta-feira, 30. A diferença representa uma ruína de aproximadamente R$ 963 bilhões em uma semana.
O montante supera o valor de mercado da Petrobras, estimado em murado de R$ 734 bilhões. Na prática, a perda equivale ao desaparecimento de uma Petrobras inteira, mais murado de R$ 229 bilhões. O movimento evidencia a deterioração das expectativas dos investidores em relação ao Brasil.
Entre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo
Pior semana do Ibovespa desde a pandemia
A queda foi a quinta maior em uma semana desde a implantação do Projecto Real, em 1994. O resultado ficou próximo ao de alguns dos episódios mais graves da história recente dos mercados internacionais:
- em outubro de 1997, durante a crise asiática, o Ibovespa caiu 22,17% em uma semana;
- em outubro de 2008, em meio à crise financeira internacional, a desvalorização semanal chegou a 20,01%;
- em março de 2020, no início da pandemia, o índice recuou 18,88%.
Agora, a Bolsa voltou a registrar queda superior a 18%, com uma diferença importante: desta vez, o principal fator doméstico foi a reavaliação das expectativas em seguida o resultado das eleições presidenciais.
A reação começou logo em seguida a confirmação da vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo vez realizado em 25 de outubro. Na segunda-feira, 26, primeiro pregão depois da eleição, o Ibovespa despencou e acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações quando as perdas atingem determinados limites. Naquele dia, o índice chegou a perder mais de 17% durante as negociações e fechou com queda de aproximadamente 13,9%.
A pressão continuou nos quatro pregões seguintes. O resultado apagou grande segmento da valorização acumulada ao longo do ano e marcou a pior semana do mercado acionário brasiliano em mais de seis anos.
Dólar dispara e brasiliano perde poder de compra
A crise não ficou restrita à Bolsa. O dólar mercantil fechou a sexta-feira cotado a R$ 5,446, em seguida subida de 1,09% no último pregão da semana. No amontoado dos cinco dias, a moeda americana avançou 9,15%, a maior valorização semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional.
A disparada representa potente desvalorização do real e afeta diretamente o poder de compra dos brasileiros. Na sexta-feira anterior ao segundo vez, com o dólar próximo de R$ 5,00, R$ 1 milénio compravam murado de US$ 199. Uma semana depois, com a moeda a R$ 5,446, a mesma quantia passou a comprar aproximadamente US$ 184. Em cinco pregões, o poder de compra em dólares de um valor fixo em reais caiu murado de 8,4%.
O impacto não se limita a quem pretende viajar ao exterior. A subida do dólar encarece produtos importados, componentes industriais, equipamentos eletrônicos, medicamentos, máquinas e matérias-primas cotadas em moeda estrangeira. Também pode pressionar os preços de combustíveis e mantimentos, sobretudo nos setores cujos produtos têm preços internacionais ou dependem de insumos importados.
A elevação cambial não é necessariamente repassada de forma integral e imediata ao consumidor. O efeito depende das condições de mercado, dos estoques, dos contratos e da política de preços das empresas. Ainda assim, a desvalorização do real amplia o risco de inflação e pode dificultar a redução dos juros. A combinação é mormente prejudicial a consumidores e empresas que dependem de crédito.
Investidores estrangeiros retiram bilhões da Bolsa
A saída de investidores estrangeiros contribuiu para aprofundar a queda. Segundo dados da B3, o mercado brasiliano teve retirada líquida de aproximadamente R$ 7,6 bilhões de capital estrangeiro nos três primeiros pregões da semana.
O movimento ocorreu depois de um período de valorização dos ativos brasileiros, manteúdo pela expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro. Durante a campanha, segmento dos investidores apostou em uma mudança de orientação econômica a partir de 2027, com maior compromisso com o controle dos gastos públicos, redução do risco fiscal e possibilidade de queda dos juros. A vitória de Lula contrariou essas expectativas, e o resultado foi uma revisão abrupta dos preços dos ativos brasileiros.
Fundos de investimento, bancos e investidores institucionais passaram a reduzir posições em ações e a buscar proteção cambial. A mudança de expectativas também atingiu o mercado de juros futuros, elevando o dispêndio de financiamento projetado para empresas e para o próprio governo.
Juros futuros disparam e pressionam empresas
A subida dos juros futuros foi um dos fatores mais importantes para explicar a intensidade da queda das ações. A taxa dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) com vencimento em janeiro de 2031 passou de aproximadamente 12,64% para 15,3% ao longo da semana. A elevação representa um aumento significativo do dispêndio de capital esperado para os próximos anos.
Quando os juros sobem, os investidores passam a exigir retornos maiores para financiar empresas e comprar ações. Companhias endividadas, que dependem de crédito para financiar operações ou expandir negócios, tornam-se particularmente vulneráveis. Outrossim, juros mais altos reduzem o valor presente dos lucros futuros, o que pressiona a avaliação das empresas na Bolsa.
Foi o que ocorreu com setores porquê varejo, construção social, locação de veículos, tecnologia e serviços. A disparada dos juros futuros também pode comprometer investimentos produtivos e retardar decisões de contratação. O efeito econômico, portanto, vai além das oscilações do mercado financeiro.
Empresas mais ligadas ao mercado doméstico foram as mais atingidas
A desvalorização alcançou praticamente todos os segmentos da Bolsa, mas foi mormente intensa entre as empresas mais dependentes do mercado doméstico. Os papéis ligados ao crédito e ao varejo, mais sensíveis a juros, foram os mais castigados.
- Simpar e Movida perderam murado de 70% na semana.
- O Itaú encolheu R$ 109 bilhões em valor de mercado, dos quais R$ 75,9 bilhões somente na segunda-feira.
- A Vamos, empresa de locação de caminhões, máquinas e equipamentos, perdeu aproximadamente 62,9% do valor de mercado.
- O Magazine Luiza caiu murado de 58,2%.
- A Cosan perdeu aproximadamente 55,2%, e a C&A recuou 52,7%.
- Hapvida, Cyrela e MRV também tiveram perdas superiores a 50%.
- A Localiza, uma das maiores companhias de locação de veículos do país, caiu aproximadamente 46,9%.
O movimento atingiu também o setor financeiro. A B3, administradora da própria Bolsa, registrou desvalorização superior a 43%, enquanto o BTG Pactual perdeu aproximadamente 35,6%.
As quedas mostram porquê a elevação do risco fiscal e dos juros futuros pode afetar companhias de diferentes setores. Empresas que dependem do consumo das famílias enfrentam o risco de crédito mais dispendioso e menor demanda. Construtoras são pressionadas pelo aumento do dispêndio dos financiamentos imobiliários. Companhias de locação de veículos e equipamentos sofrem com o encarecimento da dívida e com a redução das expectativas de prolongamento. Já os bancos podem enfrentar mudanças na demanda por crédito, na inadimplência esperada e na avaliação de seus ativos. A dimensão da desvalorização revela uma revisão generalizada das expectativas para a economia brasileira.
Nem todas as empresas perderam
Apesar do resultado universal extremamente negativo, algumas companhias encerraram a semana em subida. A maioria delas é exportadora e deve se beneficiar da subida do dólar, podendo aumentar as vendas no exterior.
A obreiro de celulose Suzano liderou os ganhos, com subida de aproximadamente 17%, beneficiada pela valorização do dólar e pelas perspectivas para os preços internacionais da celulose. WEG e Embraer também tiveram valorização superior a 10%. TIM, Vale e Gerdau completaram a lista das empresas que escaparam das perdas.
Companhias que recebem receitas em dólares e têm segmento relevante dos custos em reais podem se beneficiar de um câmbio mais saliente. Esse efeito positivo, porém, não elimina os prejuízos provocados pela deterioração universal das condições financeiras.
Contas públicas agravam suspicácia
A preocupação mediano dos investidores está na trajetória das contas públicas. Dados divulgados pelo Banco Mediano na quinta-feira, 29, mostram que os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 1,205 trilhão no amontoado de 12 meses até setembro de 2026, o equivalente a 8,99% do Resultado Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano anterior, a despesa com juros havia sido de R$ 984,8 bilhões. Ou seja, a conta de juros aumentou aproximadamente R$ 220 bilhões em um ano.
O déficit nominal do setor público, que considera o resultado primordial e os juros, chegou a R$ 1,275 trilhão em 12 meses, equivalente a 9,51% do PIB. A dívida bruta do governo universal alcançou R$ 11,1 trilhões, o que corresponde a 82,9% do PIB. Os números ajudam a explicar a preocupação do mercado com a capacidade do governo de estabilizar o endividamento público.
Segundo analistas, o temor dos investidores é que a dívida pública siga em subida no novo procuração, agravada por promessas de campanha, porquê a redução da jornada de trabalho. Quanto maior a dívida e mais elevadas as taxas de juros, maior tende a ser a pressão sobre o orçamento federalista. Essa dinâmica pode reduzir a capacidade de investimento do Estado e ampliar a urgência de financiamento. O problema se torna particularmente sensível quando o governo anuncia novas despesas sem apresentar fontes permanentes e suficientes de financiamento.
Durante a campanha, Lula defendeu medidas porquê a ampliação do Bolsa Família e programas de renegociação ou perdão de dívidas para microempreendedores individuais. Essas propostas aumentaram as dúvidas sobre a possibilidade de conciliar novas despesas com o controle do endividamento público.
O governo sustenta que mantém compromisso com a responsabilidade fiscal. A reação do mercado, no entanto, mostra que os investidores aguardam medidas concretas e maior previsibilidade sobre a política econômica do próximo procuração.
Estatais também pressionam o resultado fiscal
Outro componente da deterioração fiscal é o desempenho das empresas estatais. Segundo estatísticas divulgadas pelo Banco Mediano em 29 de outubro, as estatais incluídas no levantamento registraram déficit primordial de R$ 3,4 bilhões em setembro de 2026. O resultado reforça as preocupações com a urgência de melhorar a gestão e a eficiência das empresas controladas pelo poder público.
O levantamento do Banco Mediano tem critérios próprios de abrangência e não inclui necessariamente todas as estatais federais. Por isso, os resultados fiscais dessas companhias não devem ser confundidos involuntariamente com os balanços contábeis de todo o setor estatal. Ainda assim, o desempenho negativo contribui para o debate sobre a sustentabilidade das contas públicas e o papel das empresas controladas pelo Estado.
ações,americana,B3,Banco Mediano,bancos,bolsa de valores,Bolsonaro,câmbio,capital estrangeiro,combustíveis,consumo,contas públicas,crédito,crise,crise financeira,custos,debate,déficit,déficit nominal,déficit primordial,desaparecimento,suspicácia,dívida,dívida pública,dívidas,dólar,economia,eleições,empresas,endividamento,estatais,famílias,Flávio Bolsonaro,ibovespa,inadimplência,investidores,investidores estrangeiros,investimento,investimentos,juros,juros futuros,Lula,mercado financeiro,novo,orçamento,pandemia,perdão de dívidas,Petrobras,poder de compra,política,política econômica,preços,presente,presidente,real,reeleição,reeleição de lula,São Paulo,segundo vez,senador,sustentabilidade,veículos,vitória
https://www.contrafatos.com.br/ibovespa-perde-quase-r-1-trilhao-em-valor-de-mercado-em-uma-semana-apos-reeleicao-de-lula//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
⚠️ DESCUBRA O QUE ESTÃO ESCONDENDO DE VOCÊ!
ACESSE NOSSO GRUPO NO ZAP E RECEBA CONTÉUDOS
SEM CENSURA EM PRIMEIRA MÃO👇
🚨📲 CLIQUE E RECEBA NOTÍCIAS EM TEMPO REAL – GRUPO VIP DOS PATRIOTAS 🇧🇷





