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O Partido Liberal (PL) decidiu lançar uma candidatura própria para disputar a presidência do Senado em 2027. A legenda e outros senadores da oposição descartam, neste momento, qualquer consonância para concordar a permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) no comando da Mansão. O nome escolhido pelo partido é o do senador Rogério Pelágico (PL-RN), cuja candidatura deve ser oficializada na semana que vem.
A bancada do PL terá 28 integrantes a partir de fevereiro, o equivalente a mais de um terço das 81 cadeiras do Senado. Os parlamentares da {sigla} devem se reunir nos próximos dias para confirmar a indicação de Pelágico, que já conta com o base de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Outra possibilidade dentro da oposição é a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra do governo Jair Bolsonaro, que também trabalha para viabilizar seu nome na disputa. Apesar da movimentação interna, integrantes do grupo defendem que a oposição chegue à eleição com uma candidatura única para enfrentar Alcolumbre.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), avalia que o tamanho da bancada eleita deve ser usado para ampliar a força da oposição nas decisões da Mansão. Entre os objetivos está também mudar a relação institucional entre o Congresso e o Judiciário. “Hora de unidade. Se amarrar direitinho, seremos fortes. Mais uma guerra. Incessante. Há chance de restabelecer o mínimo estabilidade entre os Poderes. Precisamos da maioria”, afirmou.
Na tentativa de reduzir a resistência dos bolsonaristas à sua reeleição, Alcolumbre chegou a discutir uma provável negociação envolvendo o Congresso, o governo federalista e o Judiciário para buscar uma saída para a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as alternativas mencionadas estavam um indulto presidencial que permitisse a libertação de Bolsonaro, a aprovação de uma anistia ampla pelo Congresso ou a retomada da proposta de redução de penas, atualmente suspensa no Supremo Tribunal Federalista (STF) e sem previsão de julgamento.
O presidente do Senado conversou com parlamentares sobre a possibilidade, mas não chegou a apresentar a teoria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa também não encontrou receptividade entre integrantes da oposição, que colocam em incerteza tanto a viabilidade das medidas quanto a capacidade de Alcolumbre de prometer o cumprimento de um eventual consonância.
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República na placa com Bolsonaro, afirmou que Alcolumbre não teria força para prometer uma solução para o caso de Bolsonaro. “Alcolumbre não tem condições de oferecer isso”, declarou.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que foi ministra dos Direitos Humanos, foi na mesma risco e também rejeitou a teoria de condicionar o base à reeleição do atual presidente do Senado a uma negociação sobre a situação do ex-mandatário. “Não aceito isso. É inviável”, afirmou.
A resistência tem relação, ainda, com o que ocorreu na eleição passada. Em 2025, o PL apoiou Alcolumbre esperando avanços na discussão sobre a anistia. A pronunciação, porém, não resultou na aprovação de uma medida ampla que alcançasse Bolsonaro e outros condenados.
Entre os novos integrantes do Senado, as críticas ao provável consonância são ainda mais diretas. O deputado federalista Carlos Jordy (PL-RJ), que assumirá uma cadeira na Mansão em fevereiro, disse que concordar novamente Alcolumbre significaria repetir uma negociação sem garantias. “Tem que ser muito otário para tombar nessa conversa fiada de Alcolumbre. Senador que votar nele não tem compromisso com o resgate da independência e simetria entre os Poderes”, declarou.
Uma das principais pautas defendidas pelo grupo bolsonarista é o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O magistrado é claro de críticas do grupo por sua atuação porquê relator de processos que atingiram Jair Bolsonaro e aliados. O desgaste em torno de Moraes aumentou em seguida a divulgação de suas conexões financeiras com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Apesar da pressão da oposição, parlamentares avaliam que Alcolumbre não deve concordar uma iniciativa para distanciar o ministro, pois é seu coligado. Nesse contexto, a tentativa de aproximação com o bolsonarismo também é vista porquê uma forma de diminuir a pressão sobre Moraes e evitar que a eleição para o comando da Mansão seja marcada pelo confronto com o Supremo.
Na disputa por votos, Pelágico conta com uma base potencial formada por 29 senadores do PL e outros três eleitos pelo Novo, que também são contrários ao base a Alcolumbre. O grupo soma 32 parlamentares. A oposição, porém, aposta em possíveis divisões dentro dos partidos do Centrão para diminuir essa diferença.
Alcolumbre já conquistou o base da direção vernáculo da federação União-PP e trabalha para formar uma coligação com o PT e outras siglas que integram a base de Lula, porquê PSB, PDT e Rede. Somados, esses partidos poderiam reunir 39 senadores em torno de sua candidatura.
A pronunciação, no entanto, enfrenta dificuldades dentro da própria federação União-PP, que terá 11 representantes no Senado. Apesar da orientação das direções partidárias, há integrantes que resistem a concordar a perenidade de Alcolumbre, entre eles Tereza Cristina e o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP). Para evitar que as divergências prejudiquem seus planos, o atual presidente passou a procurar os parlamentares individualmente para tentar prometer os votos.
Um dos nomes procurados por Alcolumbre foi o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que também foi eleito senador em outubro. Ele se reuniu com Alcolumbre, mas ainda não declarou qual candidatura pretende concordar em fevereiro do ano que vem.
Outro ponto que pode influenciar o resultado é o voto secreto na eleição para a presidência do Senado. Porquê os votos não são identificados, parlamentares podem contrariar a orientação de seus partidos sem tornar público o base. Aliados de Alcolumbre apostam que essa regra pode prometer votos de senadores da oposição que se posicionam publicamente contra sua reeleição.
Também seguem indefinidos os posicionamentos das bancadas do Republicanos, Podemos e PSDB, que somam 16 parlamentares. A oposição pretende atrair secção desses votos para fortalecer a candidatura de Rogério Pelágico ou Tereza Cristina.
https://www.conexaopolitica.com.br/legislativo/pl-rejeita-acordo-com-alcolumbre-e-vai-lancar-marinho-a-presidencia-do-senado//Manadeira/Créditos -> CONEXÃO POLÍTICA
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