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O que diz o dentro
O trecho sobre o ministro está num dentro batizado de “Captação de recursos de investidores institucionais, tais porquê fundos de pensão, mediante pagamento de propina para o grupo liderado pelo ministro Alexandre Padilha”. Os relatos de Vorcaro cobrem a atuação desse grupo entre 2024 e 2025.
As informações prestadas pelo banqueiro sobre Padilha são corroboradas por mensagens que a Polícia Federalista encontrou no celular do possuidor do Master.
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Provas guardadas e descarte pelas autoridades
Nem todas as evidências, porém, são listadas por Vorcaro. Ele guardou provas para apresentá-las numa eventual colaboração. No documento, diz ter “conversas de WhatsApp, registros de ingressão no Palácio do Planalto, e-mails, atas de comitês na Postalis, Petros e no BB, comprovantes de pagamento da propina e relatórios sobre uso de aeronaves pelos integrantes do esquema que tentavam desviar recursos dos fundos de pensão”.
A PGR e a PF descartaram o material, alegando falta de provas.
A chegada ao ministro e o acerto da propina
O banqueiro narra que chegou ao petista por meio de um operador indicado por um camarada do mercado financeiro. “Júlio” se apresentou porquê alguém com aproximação direto ao gabinete de Padilha no Planalto. Logo estabeleceu a relação de Vorcaro com Olavo Noleto, secretário-executivo de Padilha, e com o próprio ministro.
“Segundo Júlio, o grupo do ministro Alexandre Padilha tinha interesse em viabilizar a captação de investidores institucionais ligados ao Governo Federalista, para que fizessem aporte em letras financeiras do Banco Master, mediante pagamento de propina equivalente a 10% do valor captado”, diz o dentro.
Vorcaro também conta porquê foi a reunião com Padilha no Palácio do Planalto e o que ouviu do ministro. Descreve ainda porquê o petista, que tinha influência sobre os fundos, agiu para transfixar portas ao Master mal os termos e os valores da propina foram acertados.
Petros, Postalis e a meta de R$ 1 bilhão
Segundo o banqueiro, foi o próprio Padilha quem agendou a reunião com a cúpula da Petros, a Instalação Petrobras de Seguridade Social, fundo de pensão dos servidores da Petrobras. “O colaborador foi informado que o ministro Alexandre Padilha já tinha feito contato na Petros e marcou reunião para o colaborador”, diz o dentro.
O relato segue com a ajuda do grupo do ministro na aproximação com a cúpula do Postalis, fundo de previdência dos servidores dos Correios.
Vorcaro diz que o operador usava a frase “o pessoal” para se referir a Padilha e a Olavo Noleto. “A expectativa do grupo liderado por Alexandre Padilha era captar ao todo 10 bilhões de reais no conjunto das três instituições e receber 1 bilhão de reais em propina”, afirma o documento.
Jantar, antecipação e aprovações nos comitês
O banqueiro também fala de um jantar que ofereceu em Brasília, com a presença de integrantes do grupo do ministro, entre eles o próprio Padilha e Olavo. “Júlio solicitou um antecipação da propina”, diz o documento. Vorcaro depositou a quantia de 500.000 reais.
O dentro narra ainda encontros com Padilha fora do Palácio do Planalto. Vorcaro detalha que conseguiu que os comitês da Petros, do Postalis e do BB aprovassem, ao longo de 2024, um aumento de margem para investimento em letras financeiras e os aportes nas “LFs” do Banco Master.
A revelação de fraudes já em curso na Caixa envolvendo papéis do Master, feita pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Mundo, evitou que os trabalhadores perdessem moeda no esquema.
Negócio em fundo de Goiás
Vorcaro encerra o dentro dizendo que pagou propina ao grupo de Padilha por negócios captados junto a um fundo de previdência ligado a um município de Goiás. O negócio somou 60 milhões de reais e rendeu ao grupo uma propina de 6 milhões de reais, paga “através de contrato forjado de prestação de serviços com empresa indicada por Júlio”.
As respostas dos citados
Padilha, Augusto Lima e Olavo Noleto negaram as acusações de Vorcaro. Júlio não foi localizado.
Alexandre Padilha
Em nota, Padilha disse que merece repúdio o uso de um suposto prova e de um áudio, que segundo ele têm indícios de fraude e manipulação, de um criminoso confesso para tumultuar o processo eleitoral. Na avaliação do ministro, a intenção é proporcionar o cúmplice do banqueiro, o candidato Flávio Bolsonaro, na falsa tentativa de legitimar R$ 65 milhões destinados supostamente ao filme em homenagem a um ex-presidente recluso por tentativa de golpe de Estado e responsável por centenas de milhares de mortes na pandemia.
Padilha afirmou ter pedido que a Advocacia-Universal da União (AGU) ingresse com as providências judiciais cabíveis para exigir recta de resposta às mentiras apresentadas. Também será solicitada perícia sobre a verdade, a autenticidade e a integridade do áudio veiculado. Segundo ele, a Procuradoria-Universal da República já declarou publicamente que não foi realizado nem registrado prova verbal de Vorcaro sobre o tema, justamente por desculpa da repudiação da delação por sua completa privação de provas.
O ministro declarou que em nenhuma hipótese e sob nenhum pretexto agiu ou autorizou que outros agissem em resguardo dos interesses de Daniel Vorcaro e do Banco Master. Disse que o prova do banqueiro é tão desprovido de comprovação que a Polícia Federalista e a Procuradoria-Universal da República atestaram que os relatos trazem exclusivamente informações desencontradas, sem provas e sem confissão de transgressão. Acrescentou que o enredo sequer tem sentido cronológico.
Para Padilha, a peça é uma tentativa tosca de confundir a sociedade, com o objetivo descarado de minimizar a seriedade do repasse de recursos para a família Bolsonaro, a pretexto de financiar o filme Dark Horse. Segundo ele, o texto também tenta reproduzir para o presidente Lula o esquema operado por Flávio Bolsonaro: o financiamento supostamente direcionado a um filme e a um instituto.
Padilha afirmou ainda que, enquanto foi ministro de Relações Institucionais, fazia segmento de suas atribuições institucionais interagir com todos os setores da sociedade, inclusive do mercado financeiro e do setor produtivo. Disse tê-lo feito sempre com inteiro reverência à lei e em resguardo do povo brasílico, conforme a orientação do presidente Lula. Porquê prova desse compromisso, citou que foi no governo Lula que Vorcaro foi recluso e o Banco Master, liquidado. Segundo o ministro, essa postura de rigor derruba qualquer criminação falaciosa de envolvimento e de repasses de recursos para beneficiar a ele, ao Instituto Lula e ao filme do diretor Oliver Stone, que já rechaçou publicamente ter recebido qualquer tipo de verba de Daniel Vorcaro.
Olavo Noleto
Olavo Noleto afirmou que não tem qualquer relação com o banqueiro citado pela prelo e que não recebeu recursos financeiros ou quaisquer tipos de benefícios dele ou de pessoas a ele ligadas. Disse também que não autorizou ninguém a falar em seu nome e que repudia tentativas de vinculá-lo ao banqueiro.
Augusto Lima
A resguardo de Augusto Lima rechaça e repudia veementemente as informações publicadas, que classificou porquê baseadas em relatos mentirosos, falsos e delirantes, supostamente apresentados em uma proposta de delação recusada pelas autoridades.
Segundo a resguardo, essas informações, que deveriam ser sigilosas, são uma narrativa falsa, fictícia e unilateral, sem valor probatório, usada exclusivamente para lançar suspeitas sobre terceiros. A resguardo disse que desculpa indignação a divulgação de trechos de uma suposta proposta de delação, que não podem sequer ser levados em consideração, já que foram rejeitados.
Para os advogados, o vazamento de supostos trechos de uma colaboração reiteradamente recusada pelas autoridades constitui proceder criminoso, que, pela seriedade, exige investigação rigorosa. A resguardo reafirma que não há fundamento para atribuir a Augusto Lima qualquer ato ilícito e confia que a investigação comprovará sua inocência.
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https://www.contrafatos.com.br/anexo-rejeitado-pela-pgr-cita-reuniao-de-vorcaro-com-padilha-no-planalto-e-propina//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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