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A produtora Paula Lavigne, esposa do cantor Caetano Veloso, afirmou que os shows estão cada vez mais vazios e atribuiu secção da queda de público ao progresso das plataformas de apostas, conhecidas uma vez que bets. A enunciação ocorreu na terça-feira (1º), durante uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O encontro discutiu a atuação das empresas de apostas no Brasil e seus impactos em diferentes setores da sociedade.
“Eu promovo o show há 40 anos e eu nunca vi zero igual, as plateias estão vazias, vazias”, declarou Paula.
Shows gratuitos lotam, diz produtora
Segundo Lavigne, existe uma diferença significativa entre a procura por eventos pagos e a capacidade de mobilização de apresentações gratuitas.
“E a gente ouve de todo mundo que tem muita oferta, isso e aquilo. Acho engraçado porque quando a gente faz um show público, de perdão, o público vai. Lota”, afirmou.
Na sequência, Paula mencionou também as emendas parlamentares destinadas a apresentações de artistas sertanejos, citando os recursos públicos utilizados para financiar esse tipo de evento.
Paula pede término das bets
Durante a reunião com Lula, a produtora fez um apelo direto ao presidente para que o governo adote medidas contra as plataformas de apostas.
“Logo, o meu pedido é que acabe com esse horror no Brasil. A gente vivia sem isso. A gente era feliz e não sabia. A gente não tinha bet na vida da gente”, disse.
Paula também afirmou que artistas de maior projeção possuem mais condições de rejeitar contratos de patrocínio envolvendo empresas de apostas. Porquê exemplos, citou Caetano Veloso, Marisa Monte, Anitta e Emicida.
Segundo ela, artistas com menor visibilidade teriam menos liberdade para recusar esse tipo de contrato.
“Mas os artistas pequenos não, presidente. Eles chegam lá, eles têm que fazer, senão eles não vão viver”, declarou.
Críticas à relação das bets com a Lei Rouanet
Outro ponto levantado pela produtora foi a possibilidade de empresas de apostas utilizarem mecanismos relacionados à Lei Rouanet.
Paula defendeu mudanças nessa relação e argumentou que a legislação possui regras rígidas de prestação de contas e limites para cachês.
“Lei Rouanet é uma lei chata de usar”, afirmou. “A prestação de contas é uma prestação detalhada, é uma prestação que você tem que manifestar tudo o que você gasta. Tem um limite pra cachê, você não sai fazendo o que você quer.”
Ao final, Lavigne pediu que, caso o governo não consiga impedir a atuação das bets no país, pelo menos impeça que essas empresas utilizem a Lei Rouanet.
A produtora ainda demonstrou preocupação com o impacto do financiamento das empresas de apostas sobre o setor cultural e afirmou que, caso esse padrão avance sem restrições, artistas poderiam permanecer sujeitos a novas exigências de divulgação e associação de suas imagens às marcas.
“A Lei Rouanet é de retorno de marketing. Você já imaginou o que o artista vai ser obrigado a fazer se continuar indo assim, sem limites?”, concluiu.
Créditos (Imagem de capote): Paula Lavigne, esposa de Caetano Veloso, em reunião no Planalto Foto: Ricardo Stuckert
https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/noticia/esposa-de-caetano-reclama-de-shows-vazios-e-culpa-avanco-das-bets-em-reuniao-com-lula/Manadeira/Créditos -> Aliados Brasil Solene
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