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Debate na Band revelou influência do promotor na estratégia de Haddad
O revérbero dessa aproximação ficou evidente no primeiro debate entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Haddad (PT), transmitido pela Band no domingo, 9. Durante o confronto, o candidato petista insistiu no tema da segurança pública, atacou a política do governo paulista, direcionou críticas ao ex-secretário Guilherme Derrite e afirmou que o PCC se fortaleceu no Estado.
Ao mesmo tempo, Haddad fez questão de enaltecer a atuação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) no enfrentamento ao violação organizado. A retórica adotada pelo petista não é fruto do contingência — ela espelha posições defendidas publicamente por Gakiya.
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O embate entre Gakiya e Derrite sobre a classificação de facções
Os ataques de Haddad à política de segurança de Tarcísio passam justamente por temas em que Gakiya se distanciou publicamente de Derrite. Um dos principais pontos de divergência entre os dois nos últimos meses foi o tratamento jurídico oferecido ao PCC e ao Comando Vermelho (CV).
Gakiya se posicionou de maneira contrária à classificação das duas facções uma vez que organizações terroristas. Em março, quando os Estados Unidos já debatiam a possibilidade de adotar esse enquadramento, o promotor sustentou que PCC e CV possuem características mafiosas, mas não preenchem os requisitos exigidos pela legislação brasileira para serem considerados grupos terroristas. Na avaliação de Gakiya, falta às facções uma finalidade política ou ideológica.
Preocupação com os desdobramentos internacionais
Outra inquietação manifestada por Gakiya dizia saudação aos efeitos práticos de uma decisão tomada em Washington. O promotor alertou que a classificação poderia transmutar o combate às facções, na perspectiva dos Estados Unidos, de uma questão policial em um tema de resguardo vernáculo. Ele chegou a notificar para o risco de que o novo enquadramento abrisse caminho, no horizonte, para operações secretas de órgãos norte-americanos em território brasílico.
Essa posição de Gakiya coincidiu com a reação do governo Lula. O presidente criticou diversas vezes a decisão norte-americana e alegou que a classificação representava interferência em assuntos brasileiros.
Derrite no caminho oposto
Derrite, por sua vez, tomou direção contrária. Durante os debates em torno do Projeto de Lei Antifacção no Congresso, o ex-secretário defendeu regras mais rigorosas contra as organizações criminosas. Desde portanto, consolidou-se uma vez que um dos principais defensores da teoria de qualificar as facções uma vez que organizações terroristas.
A divergência entre Gakiya e Derrite sobre esse ponto acabou sendo absorvida pela campanha de Haddad, que utiliza a argumentação do promotor para sustentar suas críticas ao padrão de segurança adotado pelo governo Tarcísio.
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https://www.contrafatos.com.br/lincoln-gakiya-atua-como-conselheiro-oculto-do-pt-e-inspira-ataques-de-haddad-a-tarcisio-diz-revista//Manancial/Créditos -> CONTRA FATOS
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