Resguardo de Jaques Wagner pediu protraimento do prova à PF sobre o escândalo do Banco Master, alegando falta de chegada à investigação
Por ContraFatos 07/08/2026 Atualizado em 07/08/2026
Resguardo do senador petista alega falta de chegada ao teor da investigação e solicita protraimento da oitiva
O prova do senador Jaques Wagner (PT-BA) à Polícia Federalista, previsto para a sexta-feira, 7 de agosto, foi delongado a pedido de sua resguardo. A oitiva faz segmento da Operação Compliance Zero, que investiga o envolvimento de políticos e empresários no escândalo do Banco Master, instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro.
Advogados justificam pedido de protraimento
Os advogados do parlamentar afirmaram, em nota, que ele ainda não teve “chegada ao teor da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês”. Segundo a resguardo, Wagner não se recusa a depor, mas condiciona o presença ao conhecimento pleno dos elementos apurados.
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“O senador pretende falar. Mas, por orientação de sua resguardo, exclusivamente o fará posteriormente saber o que efetivamente consta na investigação e o que, de traje, está sendo investigado, pois esse é um recta seu. Somente assim terá condições de prestar um prova verdadeiramente esclarecedor”, diz a nota.
Apreensões em Brasília e Salvador chamam atenção
A investigação ganhou contornos mais graves posteriormente operações de procura e mortificação realizadas pela PF. Em um quarto de hotel na capital federalista, agentes encontraram US$ 49 milénio em espécie. Já em um imóvel de Jaques Wagner em Salvador, foram localizados mais de US$ 6 milénio e € 33,5 milénio. Os montantes somados equivalem a aproximadamente R$ 479 milénio.
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Além dos valores em verba, a Polícia Federalista apreendeu dois celulares do senador. O objetivo era buscar supostas conversas entre Wagner e o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Em tempo anterior da operação, mensagens de Lima já haviam sido identificadas pela investigação.
Wagner nega qualquer relação financeira com o Master
O senador alega que segmento do verba apreendido é proveniente de diárias pagas pelo Senado para missões internacionais. “Nunca recebi verba de ninguém, muito menos do Master ou do Augusto Lima“, afirmou Wagner.
Conexão política e crimes sob apuração
Pré-candidato ao Senado Federalista pela Bahia, Jaques Wagner é uma das principais lideranças do PT no estado e mantém relação de amizade e federação política de décadas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A PF investiga possíveis crimes de prevaricação, lavagem de verba e fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.
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