Trump divulga relatório da CIA indicando que Venezuela tinha capacidade para manipular eleições com máquinas eletrônicas, mas sem provas de fraude em larga graduação
Por ContraFatos 17/07/2026 Atualizado em 17/07/2026
Documentos divulgados pela Lar Branca apontam planos de manipulação eleitoral entre 2004 e 2020, mas sem evidência de fraude em larga graduação
Documentos classificados da CIA tornados públicos pela Lar Branca na noite de quinta-feira (16) revelam que os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro desenvolveram esquemas para manipular eletronicamente resultados de pleitos na Venezuela ao longo de quase duas décadas, entre 2004 e 2020. A estudo da escritório de lucidez norte-americana foi elaborada em 29 de junho, com base em informações coletadas durante esse período.
O que diz o relatório da CIA sobre a Smartmatic
De harmonia com o documento, a Venezuela possuía “provavelmente certa capacidade” para manipular sistemas de votação eletrônica dentro de suas fronteiras, incluindo os equipamentos da empresa britânica Smartmatic. Antes das eleições presidenciais venezuelanas de 2012, os serviços de lucidez ligados a Chávez teriam colaborado com o Recomendação Pátrio Eleitoral (CNE) e a própria Smartmatic para “manipular resultados eleitorais usando máquinas de votação pré-programadas”.
Leitura
A Smartmatic deixou de operar na Venezuela em 2018. A saída ocorreu em seguida a empresa acusar publicamente o governo de Nicolás Maduro de “inflar a participação eleitoral em mais de 1 milhão de votos” durante as eleições legislativas de 2017, conforme destaca a estudo da CIA.
Projecto para manipular eleições parlamentares de 2020
O relatório também faz referência a fontes não identificadas que descrevem um projecto articulado em setembro de 2020. O objetivo seria manipular as eleições daquele ano para o Parlamento venezuelano por meio de máquinas de votação virtuais, que substituiriam votos legítimos por outros adulterados, preservando a fisionomia de autenticidade.
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CIA não encontrou provas de fraude em grande graduação
Apesar das revelações, o próprio relatório apresenta ressalvas importantes. Segundo o documento, não há evidência definitiva de fraude eletrônica em grande graduação. A “avaliação base da CIA sobre as eleições de 2012 continua sendo de que uma fraude em grande graduação não ocorreu”. Ou por outra, o texto conclui que “o regime não teve que recorrer a uma grave fraude para vencer as eleições de dezembro de 2020 para o Parlamento”.
Outro ponto relevante do documento é a epílogo de que nem o governo venezuelano nem o sistema de automação eleitoral da Smartmatic tinham capacidade de mudar eleições fora da Venezuela ou dentro dos Estados Unidos.
Exposição de Trump focou em vulnerabilidades eleitorais nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou as conclusões durante um exposição à país, no qual focou em ressaltar supostas vulnerabilidades no sistema eleitoral norte-americano. Na ocasião, Trump foi enfático ao descrever o teor dos documentos.
– Existia um complô específico para proporcionar enormemente o regime corrupto da Venezuela – afirmou Trump.
O presidente garantiu que os documentos da CIA comprovam que os governos de Chávez e Maduro arquitetaram planos de manipulação eletrônica ao longo de quase duas décadas no país sul-americano.