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Traduzindo: a arrecadação de impostos cresceu mais rápido do que a própria economia.
Releia a frase supra. Ela é o retrato mais honesto do protótipo econômico vigente.
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Quem puxou a conta?
O peso caiu principalmente sobre o Governo Mediano, cuja trouxa tributária cresceu 0,26 ponto percentual do PIB em 2025. Os estados, curiosamente, tiveram ligeiro queda de 0,10 ponto. Os municípios avançaram timidamente, com subida de 0,03 ponto. O resultado líquido: mais 0,18 ponto percentual no totalidade.
Entre as receitas que mais turbinaram a arrecadação federalista estão o Imposto de Renda Retido na Nascente (IRRF), o IOF e as contribuições previdenciárias ao RGPS. O Tesouro explica o fenômeno pela expansão da volume salarial, o desenvolvimento do ocupação formal e a reoneração da folha de pagamentos.
Repare na ironia: o brasílio consegue um ocupação formal, e a primeira coisa que acontece é o governo permanecer mais rico.
O recorde que ninguém comemora
O recorde anterior havia sido registrado em 2024, com 32,2% do PIB. Durou exatamente um ano. A série histórica foi recalculada pelo Tesouro para se adequar às normas internacionais de estatísticas fiscais — o que, entre outras coisas, retirou do cômputo as receitas do FGTS e as contribuições ao Sistema S.
Ou seja: mesmo com critérios mais restritivos, a trouxa tributária bateu recorde. Imagine se os números antigos ainda valessem.
Agora compare: em 2010, a trouxa era de 30,3%. Em quinze anos, subiu mais de dois pontos percentuais do PIB. São dezenas de bilhões de reais a mais arrancados da sociedade, ano depois ano. E o que o cidadão recebeu em troca? Saúde melhor? Segurança? Infraestrutura de primeiro mundo? Instrução de vantagem?
A pergunta é retórica. A resposta, constrangedora.
O gosto que nunca se sacia
A lógica é sempre a mesma: a economia cresce um pouco, e o Estado cresce mais. O ocupação formal se expande, e o governo tomada uma fatia cada vez maior dessa expansão via tributos. O trabalhador produz, e Brasília consome. Não há limite constitucional, moral ou político que pareça capaz de frear esse gosto.
Enquanto isso, 82% das famílias brasileiras estão endividadas, segundo dados recentes. A conta de luz no Brasil é mais faceta que em 77 países. O tributário sustenta um Estado que não para de turgescer — e que, em troca, entrega filas, burocracia e ineficiência.
Mas há um pormenor que raramente aparece no debate público: ninguém votou para remunerar mais impostos. Nenhum candidato subiu em varanda prometendo engrandecer a trouxa tributária ao maior patamar da história. O aumento acontece silenciosamente, por mecanismos automáticos, reonerações discretas e a expansão oriundo de uma base tributária que o Estado trata porquê propriedade sua.
O Brasil trabalha cada vez mais dias do ano unicamente para cevar a máquina. E a máquina, porquê todo organização sem freio extrínseco, só sabe fazer uma coisa: crescer.
A pergunta que ninguém em Brasília quer responder é simples: até quando?
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https://www.contrafatos.com.br/o-estado-que-nao-para-de-crescer-carga-tributaria-bate-recorde-e-devora-fatia-cada-vez-maior-da-riqueza-nacional//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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