Moraes amplia restrições contra Bolsonaro, suspende visitas por 30 dias e proíbe manifestos políticos, mas mantém prisão domiciliar humanitária
Por ContraFatos 17/07/2026 Atualizado em 17/07/2026
Ministro do STF identifica descumprimento de medida cautelar, mas preserva prisão domiciliar humanitária com novas proibições
Novas restrições foram impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF). A decisão, publicada nesta sexta-feira, 17, suspende visitas ao ex-presidente pelo período de 30 dias, com exceção unicamente de médicos, fisioterapeuta e advogados. Ou por outra, ficam proibidas visitas com finalidade político-eleitoral até o fecho das eleições.
Missiva publicada por Flávio Bolsonaro motivou endurecimento
A origem do aumento das restrições está em uma missiva escrita por Bolsonaro e divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais. Moraes concluiu que o incidente configurou “flagrante descumprimento da medida cautelar”, já que o ex-presidente teria participado da elaboração de um “material pré-fabricado” talhado à divulgação nas redes.
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A resguardo de Bolsonaro sustentou que o ex-presidente “não soube que a missiva seria publicizada”. O argumento, porém, foi rejeitado por Moraes, que afirmou que a justificativa “não é plausível, pois é absolutamente contraditória aos fatos”. O ministro destacou que o documento era dirigido “aos brasileiros”, apresentava Flávio porquê “meu porta-voz” e defendia a pré-candidatura de Bolsonaro à Presidência da República.
Diante disso, Moraes concluiu que o texto “claramente comprova que Bolsonaro pretendia comunicar-se com seus apoiadores políticos por intermédio das redes sociais de seu rebento”.
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Proibição de manifestos políticos por terceiros
Além da suspensão temporária de visitas e do veto a encontros de cunho eleitoral, Moraes proibiu também a divulgação de manifestos políticos, “inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”. Essa medida amplia significativamente o cerco sobre qualquer tipo de notícia política envolvendo o ex-presidente, mesmo que realizada indiretamente.
Prisão domiciliar humanitária é mantida apesar do descumprimento
Embora tenha reconhecido a violação das cautelares, o ministro optou por preservar o regime de prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro. Na fundamentação, Moraes mencionou o parecer da Procuradoria-Universal da República, que avaliou porquê desproporcional o retorno repentino ao regime fechado. O ministro também levou em conta que levante foi o primeiro descumprimento registrado desde o início da realização definitiva da pena, em novembro de 2025.
Na secção final da decisão, Moraes reafirmou que todas as medidas cautelares permanecem em vigor e advertiu que um novo descumprimento poderá resultar em consequências mais severas para o ex-presidente, que segue em prisão domiciliar em Brasília.
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