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O governo brasílico recebeu sinal de que a pressão tarifária de Washington não terminou com a ingressão em vigor das taxas de 25% sobre produtos brasileiros, prevista para 22 de julho. Segundo informações que chegaram a Brasília e que já contam com o conhecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os Estados Unidos estariam preparando uma tarifa suplementar de 12,5%, que se somaria aos 25% já anunciados, podendo vangloriar a sobretaxa totalidade sobre produtos brasileiros a 37,5%. A medida dependeria do ritmo das negociações e dos chamados pesos e contrapesos que Washington espera observar nas próximas semanas.
Segunda investigação
A possibilidade de uma tarifa extra de 12,5% não é mera especulação. O próprio governo brasílico reconhece internamente estar aguardando a peroração de uma segunda investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da legislação mercantil americana. A Seção 301 permite ao governo dos EUA impor tarifas retaliatórias contra países cujas práticas comerciais sejam consideradas desleais ou prejudiciais a empresas americanas.
A primeira investigação resultou na tarifa de 25%. A segunda, ainda em curso, apura questões distintas e pode resultar no suplementar de 12,5%. Trump sinalizou internamente a aliados que as ações contra o Brasil não devem parar no tarifaço já anunciado.
Aviso americano
A Moradia Branca já comunicou explicitamente que qualquer retaliação brasileira resultará em novas tarifas. “Se o Brasil optar por retaliar, a Moradia Branca adotará novas tarifas contra o país”, afirmou um diplomata americano.
O governo Lula estuda a emprego da Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Vernáculo no ano pretérito, que autoriza o Estado brasílico a retaliar comercialmente países que imponham restrições sem fundamento técnico contra produtos brasileiros.
A decisão de acionar a lei, no entanto, encontra resistência dentro do próprio governo: segmento da equipe econômica avalia que a retaliação abriria caminho para uma escalada que o Brasil, uma vez que economia exportadora de commodities amplamente isentas do tarifaço, preferiria evitar.
Papel de Flávio nas audiências
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência e principal inimigo de Lula em outubro, participou das audiências do USTR sobre o tarifaço durante sua visitante a Washington. Na ocasião, afirmou que o momento era “o pior verosímil” para a imposição da tarifa, que ela beneficiaria Lula eleitoralmente e pediu que a medida fosse adiada.
A revelação foi lida pelo governo brasílico uma vez que tentativa de Flávio de obter um “salvo-conduto” político, reduzindo o risco de ser associado ao tarifaço antes da eleição. O ministro Márcio Elias Rosa chegou a declarar publicamente que Flávio, Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro seriam responsáveis por um eventual novo tarifaço.
https://www.conexaopolitica.com.br/politica/lula-ja-sabe-da-nova-arma-que-trump-deve-acionar-a-qualquer-momento-contra-o-brasil//Manadeira/Créditos -> CONEXÃO POLÍTICA
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