Deputado Lindbergh Farias pede revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro a Moraes em iniciativa que levanta questionamentos sobre oportunismo político
Por ContraFatos 19/06/2026 Atualizado em 19/06/2026
Deputado petista usa incidente com escolta para pressionar por endurecimento contra ex-presidente
Em uma iniciativa que levanta dúvidas sobre suas reais motivações, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou nesta sexta-feira, 19, um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), solicitando a revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O movimento do parlamentar petista, porém, parece se aproveitar de um incidente pontual para escalar a ofensiva política contra o ex-presidente.
O incidente que motivou o pedido do deputado
O pretexto utilizado por Lindbergh Farias envolve um incidente com a escolta de Bolsonaro. Segundo o deputado, agentes responsáveis pela segurança do ex-presidente teriam impedido uma diligência da Polícia Social do Região Federalista (PC-DF), que tentava intimá-lo a prestar esclarecimentos em uma investigação sobre uma arma registrada em seu nome.
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Para o parlamentar, esse indumentária configuraria obstrução de Justiça. “O Estado não pode comportar que a excepcionalidade humanitária seja instrumentalizada para dificultar investigações”, disse Farias. A enunciação, mas, pode ser interpretada uma vez que uma tentativa de transformar um incidente operacional em argumento jurídico para aumentar a situação penal de um contendedor político.
Exigências adicionais do parlamentar
Além do pedido de revogação da prisão domiciliar, Lindbergh Farias fez uma série de requerimentos complementares ao ministro Alexandre de Moraes. O deputado solicitou:
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A identificação dos agentes que compunham a escolta no momento do incidente;
A coleta de imagens das câmeras de segurança da residência onde Bolsonaro cumpre a medida;
O envio de cópias do caso às autoridades competentes.
A amplitude das exigências reforça o tom de pressão política que permeia a iniciativa do petista, que parece mais interessado em manter Bolsonaro sob holofotes negativos do que em contribuir efetivamente para o curso da Justiça.
O interrogatório sobre a arma apreendida
O tecido de fundo do caso remonta a uma ocorrência policial no início da semana. Uma revólver registrada no nome de Bolsonaro foi apreendida durante uma blitz no Região Federalista. A arma estava no veículo de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que atua na proteção do ex-presidente.
A mortificação ocorreu porque a revólver não estava acompanhada do certificado de registro, o que constitui uma irregularidade administrativa. No dia anterior ao pedido de Lindbergh, a PC-DF havia solicitado autorização ao ministro Moraes para tomar o testemunho de Bolsonaro sobre o caso. A investigação está sob responsabilidade da 15ª Delegacia de Polícia.
Oportunismo político ou preocupação institucional?
A atitude de Lindbergh Farias levanta questionamentos sobre os limites entre o tirocínio parlamentar legítimo e o uso de instrumentos jurídicos uma vez que utensílio de disputa política. Transformar um incidente envolvendo escolta e uma arma sem certificado em motivo para revogar uma prisão domiciliar concedida por razões humanitárias é, no mínimo, desproporcional. A manobra evidencia uma vez que o caso Bolsonaro segue sendo capitalizado por setores do PT para manter o embate político permanente.
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