Sergio Moro serpente que Gilmar Mendes deixe Fachin falar uma vez que presidente do STF
Uma sequência de declarações polêmicas do ministro Gilmar Mendes nesta quinta-feira, 23, provocou reações duras de parlamentares e reacendeu o debate sobre os limites de conduta dos integrantes da mais subida Namoro do país. O senador Sergio Moro (PL), pré-candidato ao governo do Paraná, foi um dos que se manifestaram publicamente, cobrando que o decano cedesse espaço ao presidente do Supremo Tribunal Federalista, ministro Edson Fachin.
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Moro classifica entrevistas uma vez que desastrosas
No X, Moro não poupou críticas ao comportamento de Gilmar Mendes diante da prelo. Para o senador, cabe ao presidente da Namoro — e não ao decano — simbolizar institucionalmente o tribunal perante a opinião pública.
“Depois das sucessivas entrevistas desastrosas do Min Gilmar Mendes, melhor deixarem o Min. Fachin falar pelo STF uma vez que, aliás, seria próprio, já que é o Presidente da Namoro”, escreveu o parlamentar.
A avaliação de Moro reflete a insatisfação de setores do Congresso com o protagonismo midiático exercido por Gilmar, sobretudo em assuntos que extrapolam a jurisdição técnica de um magistrado e avançam sobre o terreno da política.
Declarações de Gilmar sobre Zema geram acusações de homofobia e xenofobia
O torcida das reações foi a série de entrevistas concedidas por Gilmar Mendes ao longo do dia. Em uma delas, ao comentar a animação satírica produzida pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com críticas ao STF, o ministro recorreu a uma verificação que gerou poderoso repercussão negativa.
“De indumentária nós rimos, achamos engraçados. Agora, se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições… Imagine que nós comecemos a fazer bonecos do Zema uma vez que homossexual. Será que não é ofensivo? O se fizermos ele roubando quantia no estado, será que não é ofensivo? É é correto distrair com isso? Homens públicos podem fazer isso. Só essa questão. É só isso. É isso que precisa ser estimado”, disse ao Metrópoles.
Em outra entrevista, Gilmar foi além e afirmou que Zema fala uma “língua próxima do português” — glosa que foi imediatamente interpretado uma vez que um ataque ao sotaque mineiro e ao próprio estado de Minas Gerais.
Van Hattem acusa Gilmar de xenofobia e homofobia
O deputado federalista Marcel van Hattem (Novo-RS) reagiu com contundência às falas do decano. Para o parlamentar, as declarações de Gilmar Mendes revelam preconceito duplo: xenofobia contra os mineiros e homofobia contra Zema.
“Depois de xenofobia contra os mineiros, agora homofobia. Gilmar Mendes não está muito. E é bom que exponha exatamente quem ele é e o que ele representa nesses ataques baixos contra Zema. Zema está incomodando os intocáveis”, escreveu van Hattem no X.
A sentença “intocáveis”, utilizada pelo deputado, ecoa uma sátira recorrente entre parlamentares de direita: a percepção de que ministros do STF se colocam supra do escrutínio público e reagem de forma desproporcional quando questionados pela sociedade ou por agentes políticos.
Contexto: animação de Zema e tensão entre Poderes
O incidente se insere em um contexto mais espaçoso de tensão institucional entre o Supremo Tribunal Federalista e representantes do Legislativo e de governos estaduais. A animação satírica produzida por Romeu Zema fazia críticas diretas à atuação da Namoro — recurso de informação política cada vez mais geral e protegido pela liberdade de sentença.
A reação de Gilmar Mendes, ao confrontar a sátira com eventuais ofensas pessoais a Zema, foi vista por críticos uma vez que uma tentativa de intimidar a livre sintoma sobre o Judiciário. Para parlamentares uma vez que Moro e van Hattem, o comportamento do decano reforça a urgência de que a representação pública do tribunal seja exercida exclusivamente por seu presidente, nos termos do que prevê a própria organização institucional da Namoro.
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