Durante participação no programa Estúdio i, da GloboNews, nesta sexta-feira (17), o ministro da Secretaria-Universal da Presidência, Guilherme Boulos, enfrentou questionamentos diretos de jornalistas sobre a controversa taxa das blusinhas.
Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão
Entre no grupo
Confronto com jornalistas gera debate incendido
A situação ficou tensa quando Andréia Sadi questionou Boulos sobre possíveis discussões no governo para revogar a medida. A resposta do ministro gerou reação imediata dos apresentadores.
“Quem botou a taxa as blusinhas foi o Parlamento e a partir de uma pressão e de um lobby de empresas varejistas”, declarou o ministro, tentando isentar o governo da responsabilidade pela geração da taxa.
Jornalistas rebate tentativa de isenção do governo
A estratégia de Boulos não funcionou. Flávia Oliveira foi direta ao lembrar que Lula sancionou a medida: “Ministro, se me permite, mas o presidente Lula sancionou essa lei aprovada pelo Congresso. (…) Essa paternidade é compartilhada (…) A gente sabe que a Receita Federalista também fazia a resguardo de uma taxação (…) É só para não permanecer a conta só no eixo do Legislativo”.
Octavio Guedes complementou a reparo de Oliveira, destacando que o governo defendeu a taxa “uma vez que uma coisa positiva, a resguardo de empregos nacionais. A argumento do governo, na era, é que estava defendendo empregos no Brasil”.
Ministro recua e admite responsabilidade compartilhada
Pressionado pelos questionamentos, Boulos mudou o exposição: “O governo sancionou uma lei aprovada pelo Parlamento. O que eu disse cá não é que o governo não tem responsabilidade na sanção. O que eu disse cá é que não foi uma lei de iniciativa do governo”.
O ministro explicou que “o texto que o governo mandou para o Congresso não tinha ‘taxa das blusinhas’. Isso foi incluído pelo relator e, infelizmente, isso é pouco dito no debate sobre a ‘taxa das blusinhas’”.
Possibilidade de revogação fica em cândido
Quando Sadi insistiu sobre a possibilidade de revogação, Boulos respondeu: “Porquê eu te disse, essa é uma definição do presidente Lula. Agora, é muito razoável que o governo possa, a partir de discussões internas e de alinhamento, revogar uma medida uma vez que essa”.
O ministro defendeu que seja feito “um balanço” para determinar “quantos empregos gerou ou preservou” e “qual foi o dispêndio que isso trouxe para as milhões de pessoas que fazem essas compras por plataformas digitais”.
“Acho plenamente razoável que se coloque na mesa a revogação da taxa. Agora, isso é uma definição do presidente Lula”, concluiu.
A taxação de compras internacionais de até 50 dólares (R$ 248,98) foi sancionada em 2024 por Lula (PT), baseada em proposta do Legislativo.
Guilherme Boulos coloca a culpa das “taxas das businhas” foi fruto de loby.
Tomou invertida ao vivo!!! pic.twitter.com/YcRwJcdOtw— Denise X (@denise_mury) April 17, 2026
Veja também
2026,compras internacionais,Congresso,globonews,governo Lula,Guilherme Boulos,Impostos,jornalistas,Lula,ministro,taxa das blusinhas
https://www.contrafatos.com.br/video-boulos-e-confrontado-por-jornalistas-sobre-taxa-das-blusinhas-e-leva-invertida//Natividade/Créditos -> INFOMONEY






