A recente escalada de decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), contra membros da família Bolsonaro voltou a repercutir fortemente no cenário internacional. O jornalista americano Glenn Greenwald utilizou suas redes sociais para criticar duramente a atuação do magistrado brasílio, classificando-o claramente uma vez que um “juiz tirânico”.
A reação contundente ocorreu logo depois Moraes votar pela pena do ex-deputado federalista Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de prisão em regime desobstruído.
O Processo e a Justificativa de Moraes
A pena em estudo envolve uma denunciação de mordacidade movida pela deputada federalista Tabata Amaral (PSB-SP). O litígio teve início depois Eduardo insinuar, em uma publicação, que um projeto de lei apresentado pela parlamentar teria a finalidade de beneficiar diretamente um empresário doador de campanha.
Para justificar a imposição da pena de prisão e negar a substituição por medidas alternativas, Alexandre de Moraes utilizou um argumento que gerou controvérsia: o ministro alegou que Eduardo Bolsonaro se encontra em “lugar incerto e não sabido”. O pormenor, todavia, é que é de conhecimento público que o ex-parlamentar reside atualmente nos Estados Unidos.
O Alerta Global de Greenwald
Através de seu perfil na plataforma X (vetusto Twitter), Greenwald expôs as manobras do Judiciário brasílio aos seus milhões de seguidores globais, destacando o impacto direto dessas decisões na segurança democrática do país.
Em sua publicação, o jornalista dissecou o cenário político-jurídico brasílio destacando os seguintes pontos:
A Prisão por um Tuíte: “O juiz tirânico do Brasil, Alexandre de Moraes, acaba de votar para prender Eduardo, rebento de Jair Bolsonaro (…) por um ano, devido a um tuíte em que Eduardo acusou a parlamentar Tábata Amaral (a AOC neoliberal do Brasil) de patrocinar um projeto de lei para beneficiar um doador de campanha. Moraes concluiu que isso era mordacidade criminal e merece prisão.”
O Intuito Flávio Bolsonaro: Greenwald também soou o rebate para o indumentária de que, na mesma semana, Moraes abriu uma investigação criminal contra outro rebento do ex-presidente: o senador Flávio Bolsonaro, também motivada por uma postagem na rede social.
O Risco de Exclusão nas Urnas: O jornalista fez questão de frisar a motivação política por trás do cerco judicial. Ele destacou que Flávio está “atualmente empatado ou liderando Lula na corrida presidencial de outubro” e alertou que a investigação de mordacidade poderia ser usada uma vez que manobra para excluí-lo das urnas no exato momento em que ascende uma vez que o principal rival do petista.
O Peso Geopolítico
Para prometer que a comunidade internacional compreendesse a magnitude do que está acontecendo, Greenwald encerrou sua revelação lembrando o peso geopolítico e demográfico da país sul-americana: “O Brasil é o segundo maior país do hemisfério depois dos EUA e o sexto país mais populoso do mundo.”
A denúncia do jornalista norte-americano amplia a pressão externa sobre o STF e engrossa o coro internacional que acusa o tribunal de instrumentalizar a Justiça para perseguir a oposição conservadora às vésperas de uma das eleições mais polarizadas da história do país.
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