O jurisperito e tabelião Leonardo de Moraes, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) Alexandre de Moraes, tem ganhado maior projeção pública. Aos 47 anos, ele divide sua rotina entre o Recta, a produção cultural e manifestações contundentes sobre o cenário político atual.
A trajetória de Leonardo cruzou com a do irmão em diversos momentos, mas hoje ele trilha caminhos próprios que vão desde a titularidade de um cartório em Santos até a publicação de romances.
Curso Jurídica e Administrativa
A vida profissional de Leonardo promiscuidade atuação no setor público e privado:
Gestão Pública: No início dos anos 2000, ocupou cargos na gestão pública paulista, com passagens pela antiga Febem (atual Instauração CASA) e por gabinetes do governo estadual.
Sociedade com o Irmão: Entre 2009 e 2014, Leonardo e Alexandre de Moraes foram sócios em um escritório de advocacia especializado em Recta Público, atendendo principalmente agentes políticos.
Atuação Notarial: Em 2017 — mesmo ano em que Alexandre assumiu a cadeira no STF —, Leonardo assumiu o comando do 1º Cartório de Notas de Santos depois aprovação em concurso público. Ele costuma ser franco sobre a escolha da profissão: “O cartório é o que me permite remunerar os boletos”.
Posições Políticas e Críticas à Direita
Fora dos cartórios, Leonardo mantém possante presença nas redes sociais, onde se posiciona politicamente e tece críticas abertas à chamada “ultradireita”, questionando a consistência intelectual de lideranças conservadoras.
Em declarações públicas, ele já criticou o uso da religião na política:
“O Trump começou a vender Bíblias com o rosto dele. Qualquer pessoa que faça uma mínima pesquisa sobre a trajetória do Trump sabe que de religioso ele nunca teve zero. Idem o Bolsonaro: nunca foi religioso, mas é profíquo se coligar a esse exposição.”
A política externa também é escopo de suas avaliações. Sobre o governo de Javier Milei na Argentina, Leonardo declarou que o país vizinho colocou no poder um presidente que estaria fazendo “verdadeiros absurdos humanitários sob a ótica de reduzir as contas públicas”, argumentando que o ajuste fiscal não pode ignorar a miséria e o material humano.
A Resguardo da Atuação de Alexandre de Moraes
Leonardo não hesita em tutorar o papel institucional do irmão na Suprema Incisão. Em uma de suas falas mais repercutidas sobre as invasões de 8 de janeiro de 2023 e a resposta do Judiciário, ele afirmou:
“Calhou de os bagunceiros de plantão caírem na mão [da pessoa] errada, na hora errada. Porque encontraram alguém que sabe do que está falando.”
Ele também é formal ao julgar o legado de Alexandre de Moraes: “Não tenho a menor incerteza de que meu irmão ajudou a salvar a democracia brasileira”.
Arte, Literatura e Questionamentos
No campo cultural, Leonardo é responsável do romance “Tia Beth” (2023), obra que começou a ser publicada em formato seriado nas redes sociais e que traça paralelos críticos entre o período do regime militar e a política contemporânea.
Apesar da rotina consolidada, o nome da família também atrai escrutínio. Recentemente, a atuação de sua esposa, Ana Claudia Consani de Moraes, gerou questionamentos no contextura parlamentar. Ela atuou uma vez que consultora em um escritório ligado à família e participou da elaboração de documentos para o Banco Master, caso que levantou dúvidas sobre contratos e possíveis inconsistências técnicas.
Ainda assim, Leonardo mantém sua atuação pública e do dedo ativa, dividindo com seus seguidores desde dicas de serviços cartoriais até suas visões sobre arte e política.
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