Arquivos do Departamento de Justiça revelam pedido envolvendo empresário brasílio e investidor internacional
Documentos tornados públicos recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos lançam novidade luz sobre conexões internacionais que cercaram o empresário brasílio Eike Batista em um momento quebrável de sua trajetória empresarial. Entre os papéis, aparece uma mensagem enviada por Jeffrey Epstein, financista americano posteriormente réprobo por tráfico sexual de menores, direcionada a um influente nome do setor portuário mundial.
A informação foi enviada em agosto de 2012 ao sultão Ahmed bin Sulayem, figura de destaque nos Emirados Árabes Unidos. No texto, Epstein menciona dificuldades financeiras enfrentadas por Eike Batista e tenta sondar o interesse em uma verosímil parceria no Brasil. “Sei que Eike Batista abordou Hutchinson para uma joint venture em um novo porto no Brasil, ele está com problemas de caixa… qualquer interesse?”, escreveu o financista na ocasião.
Apesar da tentativa de intermediação, a resposta do sultão não indicou excitação com a proposta.
Relação internacional
Ahmed bin Sulayem é atualmente CEO da DP World, um dos maiores conglomerados globais de logística e gestão de portos. Seu nome surge de forma recorrente nos registros relacionados ao caso Epstein, aparecendo uma vez que um contato frequente do financista em diferentes contextos.
Quem é a Hutchison
A mensagem também cita a Hutchison, um grupo multinacional especializado na gestão de portos de contêineres, com potente presença na China e em Hong Kong. Segundo o documento, Eike Batista teria procurado a empresa para discutir uma joint venture ligada à construção de um novo porto em território brasílio.
Encontros registrados
Os arquivos divulgados pelas autoridades americanas indicam ainda que houve 12 encontros entre um representante de Epstein e Eike Batista. O emissário citado nos documentos é o consultor britânico Ian Osborne, que teria atuado uma vez que intermediário nessas aproximações.
Versão do empresário
Por meio de sua assessoria, Eike Batista afirma não ter memória desses encontros mencionados nos registros. Segundo a resguardo do empresário, ele nunca manteve contato direto com Jeffrey Epstein, limitando qualquer eventual interação a terceiros.
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China,Estados Unidos,Justiça,tráfico
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