Grupos pró-regime ocupam ruas, intimidam moradores e bloqueiam protestos em Caracas
A instabilidade na Venezuela entrou em uma novidade e mais agressiva tempo, marcada pela atuação ostensiva de milícias armadas ligadas ao chavismo que circulam livremente pelas ruas de Caracas. Moradores relatam temor metódico diante de grupos em motocicletas que intimidam civis, reprimem protestos e impõem controle territorial sem qualquer reação visível das forças policiais.
O progressão dessas milícias ocorre em um contexto de endurecimento do regime, agravado depois a decretação do Estado de Comoção Exterior, que autoriza a prisão de pessoas acusadas de concordar a tentativa de tomada de Nicolás Maduro por militares dos Estados Unidos, em 3 de janeiro. Desde portanto, organizações de direitos humanos registraram prisões em Caracas e em outras cidades, inclusive de forma preventiva.
Motociclistas armados espalham temor sem reação policial
Apesar das detenções oficiais, moradores apontam que o principal fator de pânico vem da atuação direta das milícias. Grupos armados em motocicletas abordam pessoas em vias públicas e bairros residenciais, criando um envolvente de intimidação permanente. A circulação desses grupos ocorre sem qualquer contenção por secção das autoridades, o que reforça a sensação de desarrimo e vulnerabilidade da população.
Relatos indicam que a presença dessas milícias se intensificou nos últimos dias, com bloqueios informais, revistas arbitrárias e ameaças veladas a quem demonstra insatisfação com o regime.
Alerta internacional e impacto psicológico
Em 11 de janeiro, o Departamento de Segurança dos Estados Unidos emitiu um alerta recomendando que cidadãos norte-americanos deixem a Venezuela “imediatamente”. O aviso cita riscos elevados à segurança em meio a contatos entre Washington e a presidente interina Delcy Rodríguez sobre um provável processo de transição política.
O temor também está associado à operação militar norte-americana de 3 de janeiro. Moradores relataram fragor de aviões, explosões e mísseis em áreas da região metropolitana de Caracas e em La Guaira. O incidente elevou drasticamente a tensão e reduziu a circulação de pessoas nas ruas.
Histórico e reorganização dos “colectivos”
Conhecidos uma vez que colectivos chavistas, esses grupos surgiram uma vez que braço de escora ao governo de Hugo Chávez, com a missão de sustentar a chamada Revolução Bolivariana. Nos últimos dias, voltaram a ser vistos nas proximidades do Palácio de Miraflores, em 5 de janeiro, data da posse de Delcy Rodríguez. Autoridades classificaram o incidente uma vez que uma “confusão”, explicação recebida com ceticismo por observadores e moradores.
A atuação dessas milícias não é novidade. Entre 2016 e 2018, durante o período de escassez de víveres e medicamentos, a presença de motociclistas encapuzados coincidiu com momentos críticos da crise social e econômica.
Relação transacional e risco crescente de violência
A organização Insight Violação avalia que os colectivos passaram a manter uma relação mais transacional com o governo, atuando uma vez que força informal de repressão em troca de tolerância e escora político. Segundo a entidade, o respaldo da lado mais radical do chavismo estimula a violência contra opositores, vistos uma vez que ameaço direta à sobrevivência do regime.
O resultado é um envolvente de terror psicológico, no qual o temor substitui o debate público e a intimidação se torna instrumento mediano de controle político.
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