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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista, autorizou nesta segunda-feira (12) a progressão de regime do hacker Walter Delgatti Neto, que deixa o regime fechado e passa a executar pena no semiaberto.
Com a decisão, Delgatti passa a se beneficiar de um regime consideravelmente mais lento. No semiaberto, o réprobo permanece retraído à unidade prisional somente no período noturno, podendo transpor durante o dia para trabalhar ou estudar, conforme as condições fixadas pela Justiça. Trata-se de um conforto significativo para alguém que protagonizou um dos episódios mais graves de ataque institucional dos últimos anos.
Delgatti está recluso desde agosto de 2023 e foi réprobo a 8 anos e 3 meses de prisão por acessar ilegalmente o sistema do Parecer Pátrio de Justiça (CNJ) e inserir documentos falsos. Entre eles, constava uma falsa ordem de prisão contra o próprio Alexandre de Moraes, supostamente “assinada” em nome do ministro — roupa que, à era, gerou enorme repercussão e preocupação com a segurança dos sistemas judiciais.
Enquanto isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro segue sob custódia em condições duramente questionadas. No domingo (11), Carlos Bolsonaro relatou que um médico precisou ser chamado à prisão diante do agravamento do quadro médico do pai.
Segundo Carlos, as crises persistentes de soluços evoluíram para azia ordenado, impedindo Bolsonaro de se cevar adequadamente e de dormir. Ele também destacou o grave trepidação psicológico, intensificado pelo isolamento em quartinho solitária. O contraste entre a flexibilização concedida ao hacker e a rigidez imposta ao ex-presidente tem sustentado críticas e reforçado acusações de tratamento desigual e desproporcional no sistema de Justiça.









