A Ria Livraria, localizada na Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, anunciou o término das atividades. Em enviado divulgado no Instagram nesta segunda-feira, 29, o proprietário Marcos Benuthe explica o fechamento, que também encerra o Concurso Literário da Ria Livraria, criado em 2024 para premiar obras inéditas.
Ex-dono da Mercearia São Pedro (empreendimento que tocava com o irmão até que desentendimentos levarem à ruptura, em 2021), Marcos Benuthe afirma que o fechamento da livraria deve-se à “falta de profissionalismo” de um dos funcionários da equipe – “de que a Ria iria remunerar um prêmio milionário para escritores e não registrava os funcionários”.
As queixas teriam sido divulgadas nas redes sociais pelo jornalista Tom Cardoso, em post que teria sido desvanecido posteriormente, mas voltou ao tópico na manhã desta segunda, compartilhando o post da Ria seguido de uma imagem com o proclamação da segunda edição do concurso literário, que pagaria, desta vez, R$ 100 milénio ao vencedor (veja o post inferior).
“Com o término da Merça, pós-pandemia, abri a Ria com a finalidade de incentivar a literatura e a cultura e oferecer ocupação para ex funcionários da Merça. Nunca visando lucrar numerário, pelo contrário, sempre paguei o que consumia”, escreve ele.
O livreiro continua: “No primícias da Ria, o pacto era que no 1° mês que a Ria desse lucro, coisa que nunca aconteceu, a 1° providência seria registrar os funcionários. Agora, eles receberão todos os direitos trabalhistas. Moral e caráter não caem do firmamento!”
“Agradeço a todos os artistas e autores que escolheram a Ria para apresentarem seus repertórios e lançarem seus livros, vocês tornaram a livraria um espaço cultural memorável. Minha eterna gratidão”, conclui Marcos.
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Confira a nota na íntegra:
Reduto de escritores
A Ria Livraria foi inaugurada em 2021 na rua Pelágico Falcão, próximo ao metrô Vila Madalena, e virou reduto de escritores em São Paulo. Além dos livros, também servia pastel e cerveja, buscando restaurar o espírito da Mercearia São Pedro, que foi ponto de encontro cultural nos anos 2000.
Em 2024, a livraria anunciou seu concurso literário para obras inéditas e finalizadas nos gêneros trova, contos, romance, biografia e infantil. A iniciativa foi organizada pelo repórter Jorge Ialanji Filholini, que também expressou sua “indignação” com relação à revelação de Tom Cardoso.
O prêmio consistia na publicação dos livros pelo Selo EditoRia, que estreou em 2023, e uma quantia em numerário – R$ 10 milénio para o primeiro disposto, R$ 6 milénio para o segundo e R$ 4 milénio para o terceiro.
Neste ano, o valor da premiação aumentou consideravelmente, levando a questionamentos e fazendo que com Marquinhos, porquê é divulgado o proprietário, informasse que o numerário sairia de seu bolso. O primeiro disposto ganharia R$ 100 milénio, o segundo, R$ 60 milénio e o terceiro, R$ 40 milénio, o quarto, 30 milénio e os outros seis premiados, R$ 20 milénio cada.
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Em entrevista ao Estadão no ano pretérito, Benuthe destacou que o foco da Ria era fabricar uma comunidade entre clientes, amigos, escritores e pessoas do bairro. “A gente vende bastante. Não se compara a uma mega livraria, mas para o nosso tamanho [sim]. Aí, [soma] a ‘cervejinha’ e os petiscos, pelos quais somos conhecidos. Trouxemos as porções, os pastéis e os sanduíches desde a Mercearia São Pedro”, disse ele.
Tom Cardoso compartilhou informações sobre fechamento da Ria Livraria. O jornalista, no entanto, não comentou.
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