Desde a madrugada de segunda-feira (11), integrantes do Movimento Sem Terreno (MST) da comunidade Rio Novo, em Parauapebas, no sudeste paraense, protestam pedindo melhorias na estrada vicinal da comunidade e melhores condições para a população que, segundo eles, está sendo afetada pela mineradora Ligga. E desde terça-feira (12), o grupo saiu da zona rústico e ocupa o prédio da prefeitura do município.
Segundo o MST, além dos problemas nas estradas, falta investimento em chuva potável, saúde e instrução na região. Eles relatam que a construção de duas escolas na zona rústico é de grande prestígio, sendo uma delas de ensino médio, para atender as crianças do campo. Eles afirmam que, mesmo com os impactos da mineração, os benefícios não chegam a quem vive na comunidade Rio Novo.
Em nota, a mineradora informou que mantém um conduto acessível de diálogo com as comunidades da região. Já em relação às reivindicações, a empresa disse que fará uma apuração sobre os pontos levantados.
Já a prefeitura de Parauapebas informou que ajuizou ação pedindo “reintegração de posse e desobstrução de vias públicas” e diz que está disponível “ao diálogo com toda e qualquer organização, desde que de forma pacífica, sem violência e sem depredação do patrimônio público”. A prefeitura informou ainda que não recebeu nenhuma das reivindicações de forma solene.
Os manifestantes informaram que o protesto vai continuar e que não pretendem liberar o aproximação até receber uma resposta da mineradora e da prefeitura de Parauapebas. Para eles, a ocupação é uma forma de invocar a atenção do poder público para questões que, segundo eles, vem sendo ignoradas pela governo municipal.
Nascente/Créditos: RomanaNews
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