As manifestações deste domingo, 3, deixaram um recado cristalino: há um Brasil que resiste. Um Brasil que recusa o silêncio imposto por um sistema que, cada vez mais, criminaliza a dissidência, normaliza a repreensão e absolve os poderosos corruptos. Foi esse país que tomou as ruas de setentrião a sul, com bandeiras nas mãos, camisas verde-amarelas no peito e um grito na gasganete: “Fora, Lula e Moraes”.
Em dezenas de cidades grandes e pequenas, brasileiros de todas as idades se reuniram para proferir que não aceitam viver sob um regime em que ministros decidem o que pode ou não ser dito, em que o presidente da República passeia pelo exterior enquanto o país afunda em crise institucional e econômica.
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A figura do ministro Alexandre de Moraes foi, mais uma vez, medial nos protestos. Não por contingência. O magistrado se tornou símbolo de um Judiciário hipertrofiado, que acumula poderes, ignora garantias constitucionais, prende sem julgamento, cassa mandatos e intimida adversários sob a bandeira da “resguardo da democracia”. Nunca se falou tanto em democracia enquanto se prendem jornalistas, silenciam parlamentares e derrubam perfis em redes sociais.
Entre as pautas do protesto também estava a anistia aos presos do 8 de janeiro. Goste-se ou não dos atos ocorridos naquele dia, é veste que centenas de brasileiros foram punidos com penas desproporcionais, sem o devido processo lítico, em julgamentos coletivos e políticos. A resguardo da anistia é a resguardo da proporcionalidade, da justiça e da Constituição.
Oeste acompanhou a sintoma in loco, com transmissão ao vivo, entrevistas e reportagens exclusivas. Em nenhum dos atos houve registros de violência ou confronto. Ao contrário: o tom foi de firmeza, mas também de urbanidade. O Brasil resiste. Pacificamente.
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