Em um Brasil dividido, onde política e gestão raramente caminham juntas, um nome tem chamado atenção por unir essas duas frentes de forma inusitada em Sergipe. Trata-se do Capitão Samuel, uma das lideranças mais ativas do movimento bolsonarista no estado e, ao mesmo tempo, responsável pela transporte da principal política pública voltada à juventude em situação de vulnerabilidade: a Instalação Renascer.
Desde o término do governo Bolsonaro, Samuel tem se realçado por organizar manifestações contra a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mobilizar a base conservadora sergipana em resguardo de pautas porquê liberdade econômica, ordem, justiça e combate à depravação. Com poderoso presença nas redes sociais e fala com movimentos populares, ele conseguiu manter viva no estado a virilidade política que marcou as grandes mobilizações da direita no país.
Mas sua atuação vai além dos protestos. Nos bastidores da governo pública, longe dos holofotes da política tradicional, a Instalação Renascer vem sendo protagonista de um processo taciturno, mas profundamente significativo de reconstrução do sistema socioeducativo no estado. Sob a gestão de Samuel, que assumiu a presidência da instalação em 2023, a instituição abandonou a lógica meramente punitiva para abraçar um protótipo que valoriza a honra humana, o comitiva técnico e a real possibilidade de reintegração social dos adolescentes em conflito com a lei.
O trabalho da Instalação Renascer hoje vai além da contenção. Ele se estrutura sobre três eixos fundamentais: disciplina com reverência, guarida com responsabilidade e oportunidade com propósito. São pilares que reconfiguram a identidade institucional e reposicionam o papel do Estado diante de uma das populações mais vulneráveis — jovens marcados por ciclos de violência, descuramento e pobreza.
De combinação com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Secretaria Vernáculo dos Direitos da Gaiato e do Jovem, Sergipe tinha, em 2022, tapume de 250 adolescentes internados ou em cumprimento de medida socioeducativa em meio fechado. Esse número se manteve sólido em 2023, mas indicadores qualitativos internos da Instalação mostram avanços significativos na reincidência: houve uma redução de 28% na taxa de retorno ao sistema por segmento dos jovens egressos entre janeiro e dezembro de 2023.
Uma das mudanças mais visíveis é o fortalecimento da presença pedagógica e terapia dentro das unidades. Psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e agentes socioeducativos têm atuado de forma integrada, com metas claras e protocolos que priorizam o comitiva individualizado. A gestão investiu na valorização desses profissionais, garantindo melhores condições de trabalho, capacitações e escuta ativa. Isso gerou um envolvente mais coeso internamente e mais eficiente na missão de restabelecer trajetórias.
Aliás, projetos de qualificação profissional e atividades educativas têm sido resgatados com intensidade. Oficinas de informática, panificação, jardinagem e arte foram reestruturadas e passam a fazer segmento de uma rotina que oferece sentido ao tempo de cumprimento da medida. Em 2023, foram contabilizadas mais de 11 milénio participações em oficinas e atividades educativas nas unidades geridas pela Instalação — número três vezes maior que o registrado no ano anterior.
Mais do que ocupar o tempo ocioso, essas ações são portas simbólicas e práticas para uma vida fora da criminalidade. Uma pesquisa de comitiva feita pela equipe técnica da instalação com 98 egressos mostrou que 61% conseguiram se inserir em alguma atividade profissional ou educacional nos seis primeiros meses depois o término da medida, um índice inédito nos últimos cinco anos da instituição.
Outro ponto médio tem sido a humanização do atendimento. A geração de espaços de escuta, o reverência às identidades individuais dos jovens e o esforço para manter vínculos familiares refletem uma política pública que enxerga o jovem não porquê um “problema social”, mas porquê alguém que carrega marcas profundas da exclusão e que, por isso mesmo, precisa de presença, firmeza e oportunidade.
A gestão de Samuel, nesse sentido, não se apresenta com estardalhaço. Não há slogans espalhados nem propagandas inflamadas. Há, sim, uma persistência silenciosa, marcada por visitas rotineiras às unidades, cobrança por resultados e rombo ao diálogo com servidores e com o Judiciário. Essa postura tem sido valorizada inclusive por setores críticos, que reconhecem na atual governo um esforço técnico vasqueiro em tempos de disputas ideológicas.
Paralelamente à sua atuação institucional, o Capitão Samuel vem se consolidando porquê a principal figura política da direita sergipana no pós-Bolsonaro. Desde 2023, lidera diversas manifestações contra o governo Lula. O mais recente protesto ocorreu em 1º de fevereiro de 2024, na Praia Formosa, bairro Treze de Julho, em Aracaju. A ação contou com um buzinaço e a distribuição de mais de 2 milénio adesivos com a frase *#ForaLula*, reunindo dezenas de participantes em críticas à transporte econômica do país, ao aumento dos combustíveis e às políticas públicas federais. “Ou a gente para o Lula, ou ele vai parar o Brasil”, afirmou Samuel durante o ato.
O movimento também se espalhou por cidades do interno. Em Lagarto, uma motociata em março reuniu motociclistas e populares, enquanto em Propriá houve distribuição de panfletos, faixas e som pelas principais ruas da cidade. Esses atos fazem segmento de uma mobilização vernáculo crescente, impulsionada por cidadãos que veem na atuação de Samuel uma referência de congruência entre o oração político e a prática social.
Com trajetória marcada pela geração do Batalhão da Restauração — maior projeto social voltado à recuperação de dependentes químicos em Sergipe — e agora liderando a Instalação Renascer, Samuel conseguiu unir técnica, fé, disciplina e militância. Ele se tornou, ao mesmo tempo, gestor e símbolo de resistência. Um gavinha entre a política de resultados e a esperança de milhões que não se reconhecem na esquerda e buscam novos caminhos para reconstruir o Brasil.
A Instalação Renascer vive hoje um momento de reconstrução institucional. Não se trata de romantizar o repto — ainda há muitas carências estruturais, conflitos internos e jovens em situações de extrema fragilidade. Mas, sob uma gestão comprometida com resultados concretos e com um olhar humano, Sergipe dá sinais de que é provável transformar o sistema socioeducativo num verdadeiro instrumento de justiça restaurativa.
Em um país onde o sistema muitas vezes se contenta com o encarceramento precário e a marginalização contínua, a experiência da Instalação Renascer, ainda que em construção, é uma prova de que a política pública pode, sim, produzir esperança. Desde que haja liderança, visão e coragem para romper com o ciclo da indiferença — dentro e fora das instituições.
https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/noticia/saiba-quem-e-o-homem-que-organiza-atos-por-bolsonaro-e-cuida-da-principal-politica-social-de-sergipe/Manadeira/Créditos -> Aliados Brasil Solene








