Os lucros das facções no Brasil por meio da venda irregular já ultrapassam a rentabilidade do tráfico de drogas, segundo o estudo “Rastreamento de Produtos e Enfrentamento ao Transgressão Organizado no Brasil”, divulgado em fevereiro pelo Fórum Brasílio de Segurança Pública.
Organizações criminosas uma vez que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) movimentaram R$ 146,8 bilhões em 2022 com a comercialização de combustíveis, ouro, cigarros e bebidas alcoólicas. No mesmo período, o tráfico de cocaína gerou R$ 15 bilhões, conforme a estimativa do fórum.
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O levantamento é o primeiro no país a mensurar o impacto direto dessas facções na economia formal. Inicialmente, os grupos criminosos passaram a investir em setores legais para lavar o moeda do tráfico, mas perceberam rapidamente os ganhos financeiros e estratégicos da diversificação de atividades.
Imagine que no Brasil empresas e pessoas têm uma das maiores cargas tributárias do mundo e é normal antenas de celular serem sequestradas por facções criminosas.
Nossos impostos só servem pra bancar o Judiciário mais dispendioso do mundo. pic.twitter.com/kPZ9KfwhiO
— Ivanildo Terceiro 🔸🌐 (@ivanildoiii) February 16, 2025
Entre os quatro setores analisados, o mercado de combustíveis e lubrificantes lidera em volume financeiro, com R$ 61,5 bilhões. A presença criminosa vai da produção até os postos de gasolina, incluindo etapas uma vez que refino, transporte e logística.
Em seguida, aparece o setor de bebidas alcoólicas, que gerou R$ 56,9 bilhões para as facções, seguido pela mineração de ouro, com rentabilidade de R$ 18,2 bilhões, e o mercado de cigarros, de R$ 10,3 bilhões.
Há pelo menos outras 18 atividades econômicas, além das quatro citadas, nas quais as facções se infiltraram. Veja a lista completa:
- Postos de gasolina;
- Agências de automóveis;
- Imóveis;
- Empresas de construção;
- Casas de câmbio no Paraguai;
- Bancos digitais, fintechs e Fundos de Investimentos em Participações, além de criptomoedas;
- Empresas de ônibus do setor de transporte público;
- Igrejas;
- Organizações sociais da saúde pública;
- Coleta de lixo e limpeza urbana;
- Mineração;
- Empresas de apostas e de jogos de má sorte;
- Empresas ligadas ao futebol.
🚨 Eles não estão só vendendo drogas. Estão dominando territórios, impondo regras, proibindo religiões, expulsando famílias. Isso tem outro nome: TERRORISMO.
❌ O que facções fazem no Rio se parece – e muito – com o que grupos terroristas fazem.
👇 pic.twitter.com/cZWl8FJmsA— Tininha Souza 🌼🇧🇷🇵🇹💄 (@tininhasouzarj) June 25, 2025
O estudo destaca ainda que os crimes cibernéticos e o roubo de celulares se tornaram a principal manancial de renda do violação organizado, com movimentação estimada em R$ 186 bilhões. Esses valores também superam o lucro gerado pela venda de drogas.
Facções empresárias: da lavagem de moeda a empresas sérias
De conciliação com o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Privativo e Combate ao Transgressão Organizado do Ministério Público de São Paulo, o PCC está hoje infiltrado em pelo menos 13 segmentos da economia para lavar moeda.
“O PCC hoje está na economia formal. As empresas que eles estão administrando não são mais empresas de frontaria uma vez que uma dezena detrás”, afirmou durante palestra em São Paulo, em seminário promovido pela Cátedra Oswaldo Aranha, do Instituto da Escola de Segurança Multidimensional (ESEM), da USP, conforme apuração do jornal O Estado de S. Paulo.
Os negócios da partido “são empresas que existem, que estão prestando serviço, às vezes até bom serviço”, prosseguiu o promotor. “Mistura-se nelas o moeda do tráfico de entorpecentes, do tráfico internacional, com o efetivo lucro que as empresas dão por ano.”
Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum de Segurança Pública, comparou o cenário brasiliano ao do México. Lá, “o principal empregador é o violação organizado”, disse ao Estadão. “O Brasil ainda está longe disso, mas, em algumas regiões, uma vez que a Amazônia, isso já acontece.”
A ingresso das facções no mercado formal traz consequências uma vez que a evasão fiscal, concorrência desleal com empresários regulares e aumento do dispêndio logístico devido ao risco de roubos. Em estados uma vez que Rio de Janeiro e Ceará, o Comando Vermelho já atacou empresas de telefonia para prometer o monopólio da “gatonet” em favelas e bairros periféricos.
https://revistaoeste.com/brasil/cocaina-e-o-negocio-menos-rentavel-do-pcc-cv-e-outras-faccoes//Nascente/Créditos -> REVISTA OESTE








