(J. R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 21 de junho de 2025)
Do presidente Lula sempre se pode esperar pelo menos uma coisa: todas as vezes em que é forçado a enfrentar um problema, ele fica mais radical. É automático. Qualquer problema complicou? Lula nunca segue a regra segundo a qual é melhor não fazer zero quando não há uma opção óbvia para se tomar — e só agir quando aparece uma teoria mais harmónico do que deve ser feito. O presidente faz o contrário.
Neste momento, Lula está sem uma saída realista para desembrulhar o X-tudo de problemas criados, para se reunir a história, por ele mesmo e pela nulidade absoluta que foi seu governo até agora. Pense em alguma coisa positiva, uma única que seja, que possa ser atribuída ao governo Lula nestes últimos dois anos e meio. Essa coisa não existe. Todo mundo vê e sabe que não existe.
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O resultado de um governo com os mais baixos índices de qualidade na memória recente é que o presidente se vê numa daquelas lutas amadoras de boxe de quermesse, em que um não sabe lutar e o outro não tem zero de amásio; sabe-se muito porquê acabam essas coisas. O governo está porquê um morto-vivo no meio do ringue, depois levar uma sucessão de surras no Congresso que deixam óbvia a sua pura e simples incapacidade de governar o país.
O fracasso do governo Lula
Lula nunca chegou a governar, na verdade, desde o seu primeiro dia no função de presidente — por inépcia orgânica, as piores intenções e uma arrogância que chega às fronteiras da descompensação mental. Não avançou na solução de nenhum problema; só criou problemas novos. Em todas as escolhas que apareceram, fez a pior. Agora, mesmo que soubesse fazer alguma coisa de útil, está morto no Congresso.
“Lula da Silva assiste ao desmonte de sua poder”, resumiu o Estadão em editorial. Uma vez que não resiste a cometer um erro, ou uma pá de erros seguidos, sem imediatamente cometer um erro novo na tentativa de lucrar alguma coisa, o presidente reage às suas misérias se metendo na fantasia de guerreiro da esquerda brasileira — e mundial. Em vez de pensar, agride.
Na frente interna, Lula declarou a 25ª “Guerra aos Ricos” dos seus 40 anos de política. Toda a sua esperança se resume aos 55 milhões de infelizes que condenou à mendicidade perpétua do Bolsa Família; acha que melhora a vida dos pobres atacando os demais. Quer que os ricos paguem a conta de luz dos pobres — ele, que não paga uma conta de luz desde o século pretérito. Quer mais imposto.
Na frente externa, está apostando pesado no antissemitismo: decidiu que difamar Israel vai resolver os seus problemas no Brasil e está fechado com a ditadura e com os terroristas que querem varrer os judeus da face da Terreno. É a opção pelos párias.
https://revistaoeste.com/politica/radicalismo-e-a-unica-resposta-de-lula-ao-proprio-fracasso//Manadeira/Créditos -> REVISTA OESTE









