O Instituto Weizmann, considerado a “joia da grinalda” da ciência israelense, virou branco de mísseis balísticos iranianos. O ataque, que aconteceu no domingo 15, destruiu secção do campus, localizado em Rehovot, ao sul de Tel Aviv, e causou prejuízo estimado em US$ 100 milhões.
Dois projéteis atingiram diretamente o prédio de ciências biológicas e pesquisas sobre cancro, onde funcionavam alguns dos laboratórios mais avançados do mundo. As explosões reduziram a escombros tapume de 45 laboratórios e provocaram a perda de milhares de amostras de tecidos e DNA. Pesquisadores relataram que estavam perto de descobertas importantes nas áreas de envelhecimento, cancro e medicina regenerativa.
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O professor Eldad Tzahor, que liderava um projeto de regeneração cardíaca, encontrou o que restou de seu laboratório. No meio dos destroços, apontou um freezer destruído e tanques de nitrogênio perfurados que deram início a um incêndio de grandes proporções. Ventiladores industriais arrancados pelo impacto agora pendem das estruturas retorcidas.
“Levamos anos para erigir essas pesquisas”, disse Tzahor ao jornal Telegraph. “Não existe possibilidade de reencetar do zero com facilidade. Assim uma vez que tentávamos regenerar tecidos humanos, agora teremos que reconstruir tudo cá.”
O físico quântico Roee Ozeri, vice-presidente de notícia do instituto, dedicou quase 30 anos à instituição. Classificou o ataque uma vez que uma ironia cruel. “Combatemos cancro e doenças cardíacas em favor da humanidade”, desabafou. “E fazem isso conosco.”
Ozeri lembrou que até Yahya Sinwar, líder do Hamas e mentor do massacre de 7 de outubro, se tratou com a medicina israelense. Sinwar recebeu atendimento quando teve cancro no cérebro, enquanto cumpria pena em uma prisão de Israel.
A ação seria uma retaliação contra as operações de Israel que eliminaram cientistas nucleares do Irã
Fontes militares acreditam que o ataque não foi aleatório. A ação seria uma retaliação contra as operações de Israel que eliminaram cientistas nucleares iranianos nos últimos anos. O Instituto Weizmann mantém histórico de colaboração com a indústria de resguardo. Também carrega um pretérito associado ao início do programa nuclear israelense, nos anos 1950, embora o governo nunca tenha reconhecido oficialmente possuir armas nucleares.
O próprio Ozeri rejeitou qualquer relação atual do instituto com armamentos. “Somos uma instituição de pesquisa básica. Produzimos ciência para o horizonte da humanidade. Não existe verificação com o que o Irã alega”, afirmou.
O histórico do instituto, no entanto, alimentou especulações. O primeiro diretor do Weizmann, Ernst Bergmann, liderou o programa nuclear israelense e supervisionou, na dez de 1950, experimentos que extraíram urânio do fosfato do deserto de Negev. Apesar desse pretérito, não há evidências de envolvimento atual com armas nucleares.
O ataque não deixou feridos no campus, graças ao horário da madrugada e ao cumprimento dos protocolos de segurança
As conexões com empresas da indústria de resguardo, uma vez que a Elbit Systems, são públicas. Ambas mantêm parcerias no desenvolvimento de biomateriais e tecnologias.
O ataque não deixou feridos no campus, graças ao horário da madrugada e ao cumprimento dos protocolos de segurança. No entanto, a ofensiva matou dezenas de civis israelenses em outras regiões, incluindo pessoas que estavam em abrigos autorizados.
https://revistaoeste.com/mundo/ira-destroi-o-principal-centro-de-pesquisas-de-israel//Manancial/Créditos -> REVISTA OESTE









