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De onde vem o noção da Cilada de Tucídides
O termo “Cilada de Tucídides” é amplamente utilizado por acadêmicos e analistas para definir a tensão estrutural que surge quando uma pátria em subida desafia o domínio de outra já consolidada. Quem descreveu esse fenômeno pela primeira vez foi o ateniense Tucídides, considerado o pai da “historiografia científica” e precursor da escola do realismo político.
Em seu relato sobre a Guerra do Peloponeso, escrito há quase 2,5 milénio anos (século 5 a.C.), Tucídides explicou que a subida de Atenas uma vez que potência emergente e o pânico que isso gerou em Esparta, portanto hegemônica, tornaram a guerra inevitável entre as duas cidades-estado gregas.
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Analistas contemporâneos identificam paralelos evidentes: a China de hoje ocuparia o papel de Atenas, enquanto os EUA corresponderiam a Esparta — a potência estabelecida empenhada em preservar sua preponderância global. Tucídides analisou a pressão inexorável causada por uma rápida mudança no estabilidade de poder entre rivais, e muitos argumentam que não houve transformação tão veloz e profunda quanto a subida chinesa.
Uma teoria cada vez mais influente
Há mais de uma dez, a frase Cilada de Tucídides ganhou força em universidades, centros de estudos estratégicos e círculos diplomáticos ao volta do mundo. Isso se intensificou à medida que o desenvolvimento econômico, tecnológico e militar da China reconfigurou o estabilidade global de poder.
Mas, a teoria não é uma profecia inescapável. A história ainda está sendo escrita, e o noção é frequentemente apresentado mais uma vez que um alerta sobre os perigos inerentes à rivalidade entre grandes potências do que uma vez que uma sentença definitiva.
O padrão histórico: quando a rivalidade levou à guerra
Ao longo dos séculos, diversos países revezaram-se nos papéis de Atenas e Esparta. Um exemplo é a emergente Moradia de Habsburgo, que na primeira metade do século 16 desafiou a preeminência francesa na Europa. Posteriormente, já uma vez que potência dominante, foi ela própria desafiada pelo Poderio Turco. Em ambos os casos, a luta pelo poder culminou em conflitos armados.
Essa dinâmica de rivalidade pode explicar, segundo especialistas, situações aparentemente absurdas, uma vez que o homicídio do arquiduque Francisco Ferdinando, que desencadeou a catastrófica Primeira Guerra Mundial. Naquele cenário, o Reino Unificado — bravo por França e Rússia — desempenhava o papel de Atenas, e a Alemanha, o de Esparta. E tal uma vez que ocorreu com Atenas e Esparta quase 2,5 milénio anos antes, posteriormente a Segunda Guerra Mundial, todos os envolvidos estavam enfraquecidos.
Ainda que o conflito seja altamente provável em cenários de tensão extrema, ele não é inevitável. A consciência sobre a emboscada de Tucídides não representa fatalismo: o vista positivo da história é justamente a possibilidade de aprender com ela.
O estudo de Harvard e as lições de 500 anos
Um projeto de história aplicada transportado pela Universidade de Harvard analisou 16 casos nos últimos 500 anos em que a subida de uma pátria perturbou a posição do país dominante. O resultado é contundente: doze desses episódios terminaram em guerra, corroborando o prognóstico da Cilada de Tucídides.
As quatro exceções que provam que a guerra não é sorte
As quatro exceções identificadas pelo estudo de Harvard demonstram que o confronto armado não é predeterminado. Cada uma oferece lições valiosas sobre uma vez que potências rivais podem evitar o pior cenário.
Portugal e Espanha no final do século 15
Durante a maior secção do século 15, Portugal ofuscou seu vizinho e rival, a Grinalda Espanhola de Castela, liderando o mundo na exploração e no transacção internacional. Na dez de 1490, uma Espanha unificada e revigorada passou a contraditar o domínio português e a reivindicar a supremacia colonial no Novo Mundo, levando as duas potências ibéricas à ourela da guerra. A mediação do Papa Alexandre 6º e a assinatura do Tratado de Tordesilhas, em 1494, evitaram um conflito devastador.
EUA e Reino Unificado no final do século 19
Nas últimas décadas do século 19, o poder econômico americano ultrapassou o do poderio mais poderoso do mundo, o Reino Unificado. A crescente frota dos EUA representava um rival potencialmente preocupante para a Real Marinha Britânica. Enquanto os americanos começavam a declarar sua supremacia no próprio hemisfério, o Reino Unificado enfrentava ameaças mais próximas que punham em risco seu poderio colonial. Por isso, acomodou-se à subida de sua antiga colônia na América.
As concessões britânicas evitaram confrontos com os EUA, que garantiram o domínio no Hemisfério Ocidental. Essa grande aproximação lançou as bases para as alianças entre EUA e Reino Unificado em duas guerras mundiais e para a duradoura “relação privativo” que ambas as nações continuam a considerar uma vez que garantida.
Guerra Fria: EUA e União Soviética
Em seguida a Segunda Guerra Mundial, os EUA emergiram uma vez que a superpotência mundial indiscutível. Os americanos controlavam metade do PIB mundial, possuíam forças militares convencionais formidáveis e detinham o monopólio da arma mais destrutiva já produzida pela humanidade: a explosivo atômica. No entanto, a supremacia americana foi logo desafiada por seu coligado na guerra, a União Soviética.
Embora frequentemente tensa, a Guerra Fria representou um dos maiores êxitos da história em termos de evitar a emboscada de Tucídides. Ao desenvolver outras formas de competição fora do conflito armado, as duas superpotências administraram pacificamente a luta por poder mais arriscada da história.
Alemanha reunificada na Europa pós-Guerra Fria
Com a queda do Muro de Berlim e o término da Guerra Fria, muitos temiam que uma Alemanha reunificada retomasse antigas ambições hegemônicas, ameaçando França e Reino Unificado. A previsão de que a Alemanha voltaria a ser um grande poder político e econômico na Europa se confirmou, mas sua subida tem sido em grande secção benigna. Os líderes alemães encontraram uma novidade forma de exercitar poder e influência: liderando uma ordem econômica integrada, em vez de aspirar à dominância militar.
O que o encontro em Pequim sinaliza
Por ora, as declarações de Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, muito uma vez que os gestos observados durante a cúpula bilateral, parecem reduzir a verosimilhança de qualquer uma das potências desabar na Cilada de Tucídides. Trump fez nesta semana sua primeira visitante a Pequim no seu segundo procuração, em um momento em que a diplomacia entre as duas maiores economias do mundo é considerada crucial para a firmeza global.
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