Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira criticam gasto milionário do governo Lula com navios na COP30
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federalista Nikolas Ferreira (PL-MG) criticaram, nesta quarta-feira (22), o suposto gasto de R$ 350 milhões com navios destinados à hospedagem durante a COP30, conferência ambiental realizada em Belém.
A repercussão ganhou força em seguida reportagem publicada pelo portal Metrópoles, que apontou que a Secretaria da COP30, vinculada à Lar Social, teria firmado, por meio da Embratur, um contrato envolvendo embarcações das empresas Costa Turismo e MSC Turismo. A operação teria sido intermediada pela dependência de viagens Qualitours.
Segundo a publicação, entre os sócios da empresa apareceria Marcelo Cohen, indicado uma vez que sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, que foi citado em investigações relacionadas ao Banco Master.
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Flávio Bolsonaro reagiu ao caso nas redes sociais e associou o valor ao que considera prioridades mais urgentes para a população. Em sua publicação, o senador afirmou que o montante seria suficiente para erigir dezenas de unidades de pronto atendimento.
Nikolas Ferreira também comentou a informação e direcionou críticas à gestão dos recursos públicos. Para o parlamentar mineiro, o incidente reforça a percepção de desperdício de verba em meio a outras demandas do país.
Até o momento, os dois parlamentares não comentaram a suposta relação entre o contrato citado na reportagem e o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master.
O uso de navios para hospedagem durante a COP30 já havia sido tema de debate anteriormente. Na idade do evento, a Publicação do Povo informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja da Silva ficaram hospedados em uma embarcação com capacidade para até 30 pessoas em Belém.
A utilização de navios de cruzeiro foi justificada pela limitação da rede hoteleira da capital paraense, que teria estrutura insuficiente para atender à demanda gerada pela conferência internacional.
Aliás, o padrão adotado gerou questionamentos por envolver embarcações que dependem da queima de diesel para produção de pujança elétrica, o que abriu espaço para críticas em torno da congruência ambiental do evento.
A reportagem informou ainda que procurou a Lar Social para se manifestar sobre o uso dos navios de cruzeiro na COP30, mas não havia recebido resposta até a publicação do teor.
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