Governo Mediano registra déficit de R$ 53,3 bilhões em maio de 2026, com subida de 26,3% frente ao ano anterior e despesas em possante incremento
Por ContraFatos 30/06/2026 Atualizado em 30/06/2026
Resultado negativo das contas públicas cresce 26,3% em relação ao mesmo período do ano anterior
As contas do Governo Mediano fecharam maio de 2026 no vermelho, com um déficit primitivo de R$ 53,3 bilhões. O número representa um progresso de 26,3% frente ao resultado negativo de R$ 40,2 bilhões registrado em maio de 2025. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (29) pelo Tesouro Vernáculo.
Amontoado do ano reverte superávit e soma déficit de R$ 44,4 bilhões
No período de janeiro a maio, o saldo amontoado é de déficit de R$ 44,4 bilhões, uma reversão significativa em relação ao superávit de R$ 32,9 bilhões observado nos mesmos cinco primeiros meses de 2025. Já no amontoado de 12 meses, o resultado negativo alcança R$ 142,3 bilhões, o equivalente a 1,06% do PIB.
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Despesas crescem quase o duplo das receitas
O Tesouro Vernáculo apontou que o desequilíbrio se explica, em grande segmento, pela dinâmica entre receitas e gastos. As despesas do Governo Mediano — que reúne Tesouro Vernáculo, Previdência Social e Banco Mediano — avançaram 9,4% em termos reais. No mesmo pausa, a receita líquida subiu exclusivamente 5,5%.
O principal fator de pressão nos gastos veio das despesas discricionárias, que dispararam 128,6%. O salto foi puxado sobretudo pelos gastos com Saúde.
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Receitas com petróleo sobem, mas dividendos desabam
Do lado da arrecadação, houve movimentos opostos. As receitas provenientes da exploração de recursos naturais apresentaram incremento de 84,5%, favorecidas pela valorização do preço do petróleo no mercado internacional. Por outro lado, a arrecadação de dividendos e participações despencou 76,4%, contribuindo para a deterioração do resultado fiscal.
Previdência Social registra rombo de R$ 60,7 bilhões
O Regime Universal de Previdência Social (RGPS) encerrou maio com déficit de R$ 60,7 bilhões, uma subida real de 3,1% na verificação com o mesmo mês do ano pretérito. O resultado previdenciário segue sendo um dos componentes que mais pressionam as contas do governo.
Regra de ouro: rombo estimado exigirá aval do Congresso
O Tesouro Vernáculo projeta ainda uma insuficiência de R$ 180,3 bilhões para o cumprimento da chamada regra de ouro em 2026. A regra constitucional veda a emissão de dívida para o pagamento de despesas correntes. Para contornar essa restrição, será necessário obter autorização do Congresso Vernáculo para a emissão de títulos destinados ao financiamento dessas despesas.
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