A cobertura da prensa sobre o progresso das investigações no Congresso Pátrio virou mira de duras críticas nesta quinta-feira. O legista Enio Viterbo utilizou seu perfil na rede social X para rebater frontalmente as análises feitas pela jornalista Daniela Lima a reverência do relatório elaborado pelo senador Alessandro Vieira.
Segundo Viterbo, a apresentadora estaria agindo para “proteger os ministros do STF”, distorcendo fatos e omitindo informações cruciais do documento solene apresentado na CPI.
O Caso Toffoli e o Transgressão de Responsabilidade
O primeiro ponto levantado pelo legista refere-se à conduta do ministro Dias Toffoli. Durante sua estudo, Daniela Lima demonstrou indignação com os apontamentos do senador Alessandro Vieira, afirmando que “ali não tem indicação de delito” em relação aos negócios do magistrado.
Viterbo, no entanto, corrigiu a jornalista:
“Sim, Daniela. Por isso que o senador disse que houve delito de RESPONSABILIDADE. (E houve, pois o ministro julgou um caso que deveria ter se oferecido porquê suspeito).”
Alexandre de Moraes e o Banco Master
A resguardo da jornalista estendeu-se ao ministro Alexandre de Moraes. Ela argumentou que não haveria delito na questão envolvendo o contrato da esposa do ministro com o Banco Master.
Em resposta, o legista questionou a preterição de outro ponto nevrálgico das investigações: “E que tal delito de responsabilidade por ele ter tentado influenciar na venda do Banco Master para o BRB?”, indagou Viterbo.
A “Pataratice Nua e Crua” sobre Gilmar Mendes
O vértice da denúncia de Viterbo, classificado por ele porquê uma “patranha nua e crua”, envolve o ministro Gilmar Mendes. Segundo o legista, Daniela Lima afirmou em rede vernáculo que o relatório tentava criminalizar a licença de um Habeas Corpus (HC) do ministro, argumentando que o HC “exclusivamente desobrigou as pessoas de comparecer na CPI”.
Viterbo foi taxativo ao desmentir a asseveração, apontando as páginas exatas do relatório (107 e 108) para provar que o teor do documento não tem relação com o comparência de depoentes. O texto solene relata, na verdade, a suspensão da quebra de sigilo de empresas ligadas ao caso Banco Master.
Para provar a incongruência, o legista transcreveu o trecho literal do relatório:
Páginas 107-108 do Relatório:
“10.1.3. MINISTRO GILMAR FERREIRA MENDES
a) Art. 39, 5, da Lei nº 1.079/1950 — Proceder de modo incompatível com a honra, distinção e decoro de suas funções.
a.1) A suspensão da quebra de sigilo da Maridt e do Fundo Arleen no caso Banco Master.”
“O relatório fala expressamente que o HC foi sobre quebra de sigilo da empresa de Toffoli, não teve NADA A VER com pessoas comparecendo na CPI. Você INVENTOU isso!”, cravou o legista.
O incidente levanta novos questionamentos sobre a imparcialidade da cobertura jornalística em torno do embate entre o Congresso Pátrio e o Supremo Tribunal Federalista. Até o momento, a jornalista não se pronunciou sobre as falhas apontadas em sua estudo.
Esse "jornalismo" da Daniela Lima é inacreditável.
Parei um minuto pra ver a sátira dela em relação ao relatório do senador Alessandro Vieira e ela mente descaradamente para proteger os ministros do STF.
Ela fica indignada que Vieira atacou os negócios do ministro Dias Toffoli… pic.twitter.com/Ct1rpF5b6m
— Enio Viterbo (@EnioViterbo) April 16, 2026
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