Editorial afirma que justificativas apresentadas para honorários de R$ 129 milhões desafiam a credulidade pública
O jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta quarta-feira (11) um editorial crítico ao contrato firmado entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) Alexandre de Moraes, e o Banco Master. No texto, o jornal afirma que a explicação apresentada pela mesa “não parece destinada a convencer ninguém” e classificou as justificativas uma vez que um teste aos limites da credulidade pública.
O combinação analisado pelo jornal teria obtido R$ 129 milhões entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, com pagamentos mensais estimados entre R$ 3,6 milhões e R$ 5,8 milhões.
Especialistas dizem que valores fogem ao padrão do mercado
Para calcular a compatibilidade dos honorários com práticas comuns da advocacia, o jornal consultou 13 advogados de grandes escritórios.
Segundo o editorial, a desfecho foi de que o valor pago pelo Banco Master estaria muito supra do padrão normalmente praticado no setor.
Mesmo considerando honorários elevados, especialistas afirmaram que as atividades descritas — uma vez que reuniões institucionais, pareceres jurídicos e revisão de políticas internas — dificilmente ultrapassariam R$ 7,8 milhões no totalidade.
Honorários desse porte costumam ocorrer em grandes operações
O editorial observa que pagamentos superiores a R$ 100 milhões em honorários jurídicos geralmente aparecem em grandes disputas fiscais ou operações societárias complexas, que costumam envolver várias equipes de advogados e diferentes áreas de especialização.
Nesse contexto, especialistas ouvidos pelo jornal também teriam questionado a experiência técnica do escritório nas áreas contratadas.
Desenvolvimento patrimonial também foi mencionado
Outro ponto engrandecido no editorial foi o propagação patrimonial da advogada.
De combinação com uma apuração citada no texto, o patrimônio de Viviane Barci de Moraes teria aumentado 232% entre 2023 e 2024, passando de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões.
Para o jornal, esse propagação foi descrito uma vez que “um fenômeno”.
Editorial menciona encontros e investigações
O texto também faz referência a encontros entre o banqueiro Daniel Vorcaro, possuidor do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes.
Aliás, o editorial menciona mensagens interceptadas pela Polícia Federalista relacionadas a interesses da instituição financeira.
O jornal ressalta que, isoladamente, esses elementos não configuram transgressão, mas afirma que, em conjunto, eles formariam um conjunto de indícios que justificaria investigação.
“Todavia, no conjunto, esses indícios compõem uma base objetiva que demanda investigação imediata”, afirma o editorial.
Caso também cita decisões envolvendo outro ministro
O editorial também menciona possíveis conexões relacionadas ao ministro do STF Dias Toffoli, envolvendo decisões judiciais associadas ao caso.
Na avaliação do jornal, caberia principalmente ao Ministério Público conduzir a apuração das suspeitas.
Sátira à atuação da Procuradoria-Universal da República
O texto também faz críticas à atuação da Procuradoria-Universal da República (PGR).
Segundo o editorial, a instituição tem adotado posturas distintas em casos envolvendo autoridades públicas, o que, na avaliação do jornal, contribui para uma percepção de seletividade na emprego da lei.
Resguardo de investigação transparente
Na desfecho, o editorial sustenta que autoridades públicas devem prestar contas à sociedade e afirma que a privação de esclarecimentos mais detalhados pode afetar a crédito nas instituições.
O jornal defende que as suspeitas relacionadas ao caso sejam investigadas de maneira transparente, uma vez que forma de preservar a credibilidade do sistema institucional.
Veja também
Polícia Federalista,STF,Supremo
https://www.contrafatos.com.br/estadao-chama-contrato-entre-escritorio-de-viviane-barci-e-banco-master-de-escarnio//Natividade/Créditos -> INFOMONEY



