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Mendonça Fala Em “Tentação Do Diabo” Ao Tratar De Poder E Vida Pública
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federalista, fez declarações sobre poder político e institucional durante pregação realizada na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo. Atual relator do caso envolvendo o Banco Master, o magistrado utilizou referências bíblicas para alertar sobre riscos morais associados à procura por prosperidade e mando.
Em sua fala, Mendonça afirmou que a prosperidade material é legítima, desde que não seja alcançada em desacordo com princípios religiosos. Ao mencionar as tentações de Jesus no deserto, destacou que a procura por recursos financeiros e reconhecimento pode simbolizar armadilhas quando orientadas por vaidade ou anelo pessoal.
O ministro também associou a segunda tentação bíblica ao tirocínio do poder político e institucional. Segundo ele, a oferta de mando e glória pode seduzir quem ocupa ou deseja ocupar cargos públicos, tornando necessário recato quanto às motivações que conduzem decisões e trajetórias na vida pública.
Durante o oração, Mendonça afirmou que não há ilegitimidade em aspirar a cargos uma vez que prefeito, governador, parlamentar ou até mesmo ministro do Supremo. Todavia, ressaltou que o poder deve ser exercido de entendimento com valores e princípios, sob pena de se transformar em instrumento de vaidade ou meandro ético.
O magistrado ainda dirigiu parecer a profissionais que atuam ou pretendem atuar na curso pública, alertando para “pequenos testes” e propostas aparentemente inofensivas que podem comprometer princípios ao longo do tempo. A revelação ocorreu em momento de tensão institucional, no qual o Supremo enfrenta debates relacionados à meio de investigações e à duração de inquéritos em curso.








