Senador amplia ofensiva e também quer ouvir Dias Toffoli, irmãos do ministro e legista ligado ao Tayayá Resort
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) protocolou, nesta quinta-feira, 29, requerimentos para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci, sejam convocados a prestar esclarecimentos à CPI do Violação Organizado.
Além da convocação, Girão também apresentou pedido de quebra do sigilo bancário de Viviane Barci. Segundo o senador, a medida tem porquê finalidade aprofundar a apuração sobre contratos advocatícios de superior valor firmados entre ela e o Banco Master.
Alegado de conflito de interesses
De harmonia com Girão, os requerimentos se baseiam em “fatos graves divulgados pela prensa”. O parlamentar afirma ter indícios de verosímil conflito entre interesses públicos e privados envolvendo integrantes da família Moraes.
No pedido, o senador menciona reportagens que apontam que Alexandre de Moraes teria procurado o presidente do Banco Meão do Brasil, Gabriel Galípolo, para tratar da tentativa de venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).
Para Girão, as oitivas são necessárias para “esclarecer os fatos” e se inserem, segundo ele, no papel constitucional do Parlamento de inspeccionar atos de interesse público “com responsabilidade”.
Convocações também miram Toffoli
O senador informou ainda que protocolou requerimentos para que o ministro Dias Toffoli, também do STF, seus irmãos e o legista Paulo Humberto Barbosa compareçam à CPI do Violação Organizado.
Esses nomes, segundo Girão, passaram a ser associados recentemente ao Tayayá Resort, localizado em Ribeirão Simples, no Paraná. O empreendimento é divulgado na região porquê “resort do Toffoli”.
Relação com empresários investigados
De harmonia com informações citadas pelo senador, o Tayayá Resort já pertenceu a um fundo ligado ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A relação entre o empreendimento e pessoas investigadas em outros inquéritos reforçou, segundo Girão, a urgência de esclarecimentos no contextura da CPI.
Funcionamento da CPI
A CPI do Violação Organizado foi instalada no Senado em 4 de novembro de 2025 e tem previsão de fecho em 14 de abril de 2026. A percentagem é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e tem porquê relator o senador Alessandro Vieira.
Os requerimentos apresentados por Eduardo Girão ainda precisam ser analisados e votados pelos integrantes da percentagem.
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